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Porto Alegre, terça-feira, 20 de dezembro de 2016. Atualizado às 09h20.

Jornal do Comércio

Internacional

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relações internacionais

Alterada em 20/12 às 10h24min

Turquia e Rússia prometem cooperar após assassinato de embaixador em Ancara

Investigadores da Rússia trabalhavam nesta terça-feira (20) para determinar se o assassinato do embaixador do país na Turquia foi realizado por um lobo solitário ou se era parte de uma conspiração mais ampla. Os governos russo e turco, que estão em lados opostos na guerra da Síria, afirmaram que não é possível que a morte atrapalhe os esforços para melhorar a relação bilateral.
O embaixador Andrey Karlov foi morto a tiros na segunda-feira por um policial turco que gritou frases sobre Alepo, cidade síria onde bombardeios russo têm atacado facções rebeldes. Autoridades identificaram o suspeito como um membro de 22 anos da polícia antidistúrbio de Ancara, mas não revelaram qual seria a motivação para o ataque.
Nesta terça-feira, ministros das Relações Exteriores de Rússia e Turquia compareceram a uma reunião anteriormente marcada em Moscou. Ambos disseram estar comprometidos a avançar nos esforços de paz na Síria.
O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse que Turquia e Rússia devem trabalhar juntos para determinar quem está por trás do "horrível ataque terrorista" contra Karlov, morto diante de uma plateia atônita quando fazia um discurso em uma mostra de fotografias em Ancara.
O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, recebeu Cavusoglu e também o ministro das Relações Exteriores do Irã para tratar da crise síria. Outras graduadas autoridades dos três países do setor de defesa também estavam presentes. A Rússia e o Irã têm apoiado o governo de Bashar al-Assad, enquanto a Turquia é partidária dos rebeldes que combatem o regime sírio.
"A Turquia e a Rússia mostraram ao mundo o que eles podem atingir quando cooperam", disse Cavusoglu no início da reunião com Lavrov. Ele se referia ao acordo de paz forjado pelos dois países que abriu caminho para a retirada de milhares de pessoas de Alepo, cidade no leste sírio.
Os presidentes de Rússia e Turquia, Vladimir Putin e Recep Tayyip Erdogan, concordaram que a morte do embaixador russo "nos torna mais decisivos na luta contra o terrorismo e torna a reunião de hoje ainda mais importante", disse Lavrov. Os ministros depositaram flores diante da fotografia do embaixador na chancelaria russa, onde ocorria o diálogo.
O suspeito foi identificado como Mevlut Mert Altintas, posteriormente morto pela polícia.
Um grupo de 18 investigadores e diplomatas russos seguiu para Ancara para investigar a morte, disse um porta-voz de Putin. O corpo do embaixador e a família dele estão retornando à Rússia.
Autoridades agora buscam determinar se Altintas agiu sozinho ou se ocorreu um ataque terrorista organizado, informou o jornal turco Hurriyet. A ação parecia bem planejada. Altintas havia tirado folga do trabalho alegando questões médicas e fez reserva em um hotel próximo do local da mostra, segundo o jornal.
A polícia turca prendeu três pessoas ligadas a Altintas nesta terça-feira, elevando o número de pessoas sob custódia para sete, informou a agência estatal turca Anadolu. Entre os detidos estão os pais, a irmã e três outros parentes do suspeito, bem como um homem que dividia apartamento com ele.
O homicídio ocorreu após dias de protestos entre os turcos pelo apoio russo a Assad e pelo papel de Moscou no bombardeio e na destruição de áreas de Alepo.
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