Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 16 de dezembro de 2016. Atualizado às 10h25.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

conjuntura internacional

16/12/2016 - 11h20min. Alterada em 16/12 às 11h25min

Novo premier da Itália critica gestão das migrações na União Europeia

Paolo Gentiloni participou de primeira reunião com líderes da UE

Paolo Gentiloni participou de primeira reunião com líderes da UE


EMMANUEL DUNAND/AFP/JC
Agência Brasil/Ansa
Em sua primeira reunião com os líderes da União Europeia (UE), o novo primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, enviou uma mensagem clara sobre o descontentamento de Roma com a gestão da crise migratória. O premier afirmou no fim da noite desta quinta-feira (15), após 12 horas de debates, que há "um grandíssimo atraso" na reação da Europa à crise.
"A UE está lentamente orientada a assumir na sua agenda as prioridades migratórias, mas infelizmente os problemas são mais velozes que as soluções e continua a existir um forte atraso em receber a proposta italiana do 'Migration Compact'. Mas, há uma consciência que se deve dar passos adiante", disse Gentiloni aos jornalistas.
Seguindo a linha de seu antecessor, Matteo Renzi, o novo premier informou que conseguiu recolar em pauta a reforma da Convenção de Dublin, "que será discutido nos próximos meses". O debate é considerado fundamental para os italianos, já que o acordo é usado como principal "desculpa" dos países que não aceitam o sistema de cotas dos deslocados para não receber estrangeiros.
Gentiloni elogiou a gestão alemã para o problema, mas pediu que não deve haver um "relaxamento" nas medidas, só porque a rota do Mar Egeu aparenta estar "sob controle". Segundo o premier, "não se pode dizer que a emergência é menos emergência" porque o problema foi transferido para a rota Mediterrânea, que leva para a Itália.
Sobre esse ponto, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, concordou. "O maior problema que temos hoje é com os imigrantes que saem da Líbia para a Itália. E a maior parte desses imigrantes não tem o direito do asilo, e a realocação na UE. Esse é outro problema que precisamos enfrentar", destacou Merkel.
A fala da líder alemã tem a ver com o fato de que os estrangeiros que chegam ao território italiano não vem da Síria ou do Iraque, que tem o visto de asilo rapidamente aceito, mas sim de países em guerra do norte da África.
Os líderes europeus também debateram as questões relacionadas à Síria e, para Gentiloni, "a diplomacia vive um de seus momentos mais difíceis". "Não é fácil dar uma contribuição. Nós nos concentramos apenas na dimensão humanitária e tivemos uma discussão concluidora que, por sorte, sem considerar a hipótese que no meu ponto de vista era a errada: de agir com sanções contra a Rússia. Hipótese que foi mencionada também na reunião de hoje, mas que não passou", destacou o italiano.
Rússia e União Europeia tem posturas diferentes sobre a guerra síria. Enquanto os russos apoiam o governo de Bashar al-Assad, os europeus estão alinhados com os norte-americanos e chamam o presidente sírio de ditador.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia