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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h52.

Jornal do Comércio

Internacional

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Itália

Notícia da edição impressa de 06/12/2016. Alterada em 05/12 às 20h48min

Premiê deixará cargo após aprovação do orçamento

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, aceitou o pedido de renúncia do primeiro-ministro Matteo Renzi, entregue ontem. No entanto, Mattarella pediu que o premiê fique no cargo até que o orçamento italiano para 2017 seja aprovado pelo Senado, o que pode ocorrer já na sexta-feira.  "A renúncia está congelada", garantiu Mattarella.
Renzi apresentou seu pedido de renúncia um dia após a derrota em um referendo em que cerca de 60% da população italiana votou pelo "não". Com o resultado, a maioria dos cidadãos indicou que não gostaria de reformas na Constituição que dessem maior poder ao governo para aprovar medidas fiscais.
Mattarella deve formar um governo interino, que terá a missão de monitorar a escrita de novas leis eleitorais e conduzir o país até novas eleições. Antes disso, fará consultas com todos os partidos políticos, o que pode levar alguns dias. Renzi poderia ainda seguir como líder do centro-esquerdista Partido Democrático, o maior no Parlamento italiano.
Externamente, o resultado da votação teve repercussões variadas. O governo dos Estados Unidos buscou minimizar a importância do referendo na Itália. A Casa Branca declarou, em nota, que o voto foi parte de uma "ampla conversação nacional" sobre as reformas necessárias para melhorar a governabilidade na Itália e para fortalecer o crescimento e o investimento estrangeiro.
Em Bruxelas, autoridades da Comissão Europeia e do Conselho retrataram o assunto como uma "questão doméstica italiana" sobre mudanças constitucionais, não um voto sobre a União Europeia.
 
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