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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de dezembro de 2016. Atualizado às 09h45.

Jornal do Comércio

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Segurança

Notícia da edição impressa de 14/12/2016. Alterada em 14/12 às 10h45min

Criminalidade gerou mudança de hábitos entre os porto-alegrenses, mostra pesquisa

População elencou lugares onde se sentem mais inseguros na Capital

População elencou lugares onde se sentem mais inseguros na Capital


JC
Suzy Scarton
A sensação de insegurança vivida pelos porto-alegrenses ganhou uma representação em números. Ontem à tarde, a Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asobfm) divulgou a pesquisa Raio-x do Caos da Segurança Pública em Porto Alegre, realizada pela Segmento Pesquisas. O estudo ouviu 400 moradores de 66 bairros da Capital, de ambos os sexos, de todas as classes sociais e diferentes faixas de idade, entre os dias 25 de outubro e 3 de novembro.
Segundo a pesquisa, 93% dos entrevistados avaliam como péssima ou ruim a segurança pública em Porto Alegre, e 96,8% das pessoas percebem que a violência e a criminalidade aumentaram nos últimos dois anos. O presidente da Asofbm, coronel Marcelo Gomes Frota, explica que essa percepção de insegurança causou mudança de hábitos nos porto-alegrenses. Segundo os dados, boa parte dos entrevistados deixou de sair à noite e passou a ficar mais atento quando está na rua, além de esconder o celular e evitar usar objetos de valor. "Isso mostra como o cidadão está necessitado de medidas aprimoradas na segurança", afirma Frota. Os resultados da pesquisa serão encaminhados à Secretaria Estadual de Segurança Pública, ao Comando da Brigada Militar, à Chefia da Polícia Civil, ao Judiciário, ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa.
A administração do governo de José Ivo Sartori também foi bastante criticada - foi considerada péssima ou ruim por 79,3% dos entrevistados. No quesito segurança pública, 87,8% das pessoas consideram a gestão péssima ou ruim. A pesquisa também apontou que 40% dos entrevistados associa a Brigada Militar com algo negativo. Segundo o coronel Frota, essa associação se dá porque não há policiais suficientes para garantir a segurança da população.
Para o presidente da associação, os números apontam que o Rio Grande do Sul, especialmente Porto Alegre, vive, de fato, um caos na segurança pública. Além dos resultados da pesquisa, a entidade também encaminhará uma série de sugestões que podem ser adotadas pelos órgãos responsáveis. "Precisamos de aumento no efetivo policial, de melhor remuneração para policiais civis e brigadianos, de mudanças na legislação penal e processual penal, incluindo o fim do regime semiaberto, de reforços nos recursos da polícia e no combate ao crime contra o patrimônio", elenca o presidente. Entre os principais motivos que ocasionam o aumento da criminalidade, foram mais citados o tráfico e o consumo de drogas, a falta de policiamento e o desemprego. Os lugares eleitos como mais inseguros são as ruas durante a noite, as paradas de ônibus, dentro de ônibus e em Porto Alegre, de modo geral.
A população também opinou a respeito de quais medidas poderiam ser adotadas para mudar o cenário. De acordo com os entrevistados, 94,8% sugerem que crimes contra a vida tenham penas mais pesadas, 89,8% aprovam a redução da maioria penal de 18 para 16 anos, 81,8% aprovam a prisão perpétua e 77,5% sugerem a implantação de Territórios da Paz em locais de maior comercialização de drogas. Trabalho em troca de redução da pena nos presídios, pena de morte, posse de armas para o cidadão comum, investimento em presídios, legalização da maconha e das drogas em geral também foram mencionados.
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