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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de dezembro de 2016. Atualizado às 23h41.

Jornal do Comércio

Perspectivas 2017

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Energia

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 22/12 às 15h00min

Consumo de carvão no Estado terá queda em 2017

Possível privatização da CRM traz insegurança e incertezas ao setor

Possível privatização da CRM traz insegurança e incertezas ao setor


CRM/DIVULGAÇÃO/JC
Como a usina Pampa Sul (Miroel Wolowski), que está sendo construída em Candiota pela Engie Brasil Energia (antiga Tractebel), tem a atividade prevista apenas para janeiro de 2019, as perspectivas para o mercado do carvão mineral no Estado são limitadas até lá. Inclusive, a saída de algumas gerações térmicas do sistema elétrico fará com que o consumo do combustível caia.
O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, lembra que em novembro houve o fechamento da usina de Charqueadas (também da Engie) e, para 2017, há a indefinição sobre as operações das térmicas Fases A e B, da Cgtee. Essas últimas usinas, localizadas em Candiota, devido à necessidade de se adequarem a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) quanto ao impacto ambiental, firmado entre a estatal e o Ibama, têm um futuro incerto.
"A situação do carvão, neste momento, no Estado, é muito complicada", receia o presidente do Sindicato dos Mineiros do Rio Grande do Sul, Oniro Camilo. O sindicalista acrescenta que, como está a legislação do setor atualmente, o carvão caminha para sua extinção dentro da matriz energética brasileira. "Não há uma política de renovação das usinas que estão aí", alerta.
Hoje, Camilo estima que existam no Brasil aproximadamente 3,5 mil mineiros trabalhando na área carbonífera, espalhados por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. "Mas somente em Santa Catarina já teve 6 mil, só em Butiá, Minas do Leão e Charqueadas teve mais de 6 mil", lamenta.
Para o presidente do Sindicato dos Mineiros, seria necessário implantar uma política nacional para o desenvolvimento do carvão. Outra preocupação de Camilo é a possibilidade de privatização da Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Sobre essa questão, o presidente da estatal, Edivilson Brum, argumenta que, enquanto essa ação não ocorrer, ele prefere não emitir uma opinião. "Enquanto isso não for definido, vamos continuar trabalhando de igual forma, desenvolvendo os nossos projetos e tocando em frente o que planejamos", afirma.
Entre as diferenças que a empresa verificará entre 2016 e o próximo ano está o patamar de abastecimento de carvão para sua principal cliente, a Cgtee. De um contrato que previa o fornecimento de 800 mil toneladas de carvão para as fases A e B e mais 1,7 milhão de toneladas para a fase C, o acordo cairá para 1,2 milhão de toneladas a serem ainda pagas pela Cgtee e mais 700 mil toneladas extras, oriundas de pactos firmados entre as duas empresas em períodos passados.
Dentre as movimentações feitas em 2016, a CRM suspendeu a atividade de extração de carvão da jazida São Vicente Norte, da Mina do Leão I (que fica localizada no município de mesmo nome), por ser deficitária. A estatal também retomou o comando da Mina do Leão II, situada a seis quilômetros da primeira, rompendo o arrendamento que tinha com a empresa Carbonífera Criciúma, que passava por dificuldades financeiras. A companhia avalia agora a realização de uma parceria com outra empresa para desenvolver o complexo.
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