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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 13h07.

Jornal do Comércio

Perspectivas 2017

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 23/12 às 14h10min

Brasil agregará novos mercados para as exportações de carne

No segmento bovino, é esperado aumento das vendas externas

No segmento bovino, é esperado aumento das vendas externas


TRAJANO SILVA REMATES/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Os fogos de artifício que serão disparados neste final de ano pelo setor de proteína animal terão como destino da comemoração o mercado internacional. Especialmente com a expectativa de mais um ano complicado no Brasil, é para fora do País que se voltam os abates da indústria de frango, suínos e bovinos.
A grande expectativa é com os ganhos que devem vir com a abertura do mercado norte-americano à carne de gado in natura do Brasil, no segundo semestre deste ano. Mais do que o mercado americano propriamente dito, o setor aposta mesmo é no potencial de US$ 900 milhões em negócios que devem derivar da conquista do país de Donald Trump. Canadá, México e Japão devem adotar a mesma postura e iniciar suas compras por aqui a partir de avaliação sanitária. "Apesar de o Rio Grande do Sul ainda não ter nenhum frigorífico habilitado, há unidades em busca dessa autorização. É de onde pode haver alguma perspectiva de ganhos, porque no cenário interno está difícil", ressalta Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs).
As exportações de carne bovina do Brasil deverão crescer para 1,5 milhão de toneladas em 2017, após ficarem estagnadas em 1,4 milhão de toneladas em 2016, estima a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O patamar de 1,5 milhão de toneladas já havia sido alcançado em 2013 e 2014. Até o final de novembro, o Brasil exportou apenas 500 toneladas para os Estados Unidos, volume pequeno mas simbólico para celebrar 17 anos de negociações entre os dois países. O presidente da Abiec, Antônio Camardelli acredita que as exportações para lá devem melhorar especialmente a partir do segundo semestre do próximo ano. Até hoje, o mercado norte-americano aberto aos brasileiros era restrito ao da carne industrializada.
No setor de frangos, as atenções estão voltada para a abertura das vendas ao México, já praticamente fechadas, comemora o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Na área de suínos, que neste ano já ganhou o mercado chinês, a espera é pelo ingresso nas gôndolas da Coreia do Sul. Após crescer impressionantes 30% nas vendas externas neste ano, a venda de carne suína, comemora Turra, ainda ter mais uma alta de 5%.
Além de a Coreia do Sul ser um dos maiores importadores de carne suína do mundo, há boa expectativa quanto à habilitação de novas plantas para a China e a liberação da venda direta de carne suína do Brasil no varejo da África do Sul. "A chamada febre suína clássica causa temor na África e na Ásia e abre mercado para o Brasil", explica o executivo da Abap.
Outro fator que deve estimular a competitividade de frangos e suínos brasileiros é a redução no preço do milho, principal fonte de alimentação do setor. O preço da saca de 60 quilos está encerrando o ano com valores abaixo de R$ 40,00 (chegou a superar R$ 60,00 neste ano, o que encareceu significativamente os custos). A oferta no Paraguai e na Argentina, além da recentemente autorizada importação dos EUA, deverão reduzir a pressão sobre a cotação do insumo para 2017. E engordar animais e lucros do setor.
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