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Porto Alegre, sexta-feira, 23 de dezembro de 2016. Atualizado às 00h21.

Jornal do Comércio

Perspectivas 2017

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Europa

Notícia da edição impressa de 23/12/2016. Alterada em 22/12 às 22h52min

Nacionalistas ganham espaço no Velho Continente

Se 2016 foi um ano de derrocada para a esquerda na política internacional, especialmente na América, a tendência é de que esse panorama se mantenha com a real possibilidade de vitória de governos conservadores em grandes economias da Europa. Os frequentes ataques terroristas - especialmente na França -, o aumento expressivo no número de refugiados que procuram o continente e a instabilidade na zona do euro reascenderam a chama dos nacionalistas, que defendem o fechamento de fronteiras e políticas protecionistas.
Nesse cenário, chama a atenção a eleição presidencial da França, onde a popularidade do governo de François Hollande é tão baixa que o impediu de buscar um novo mandato. Representante da direita moderada, o ex-premiê Alain Juppé deve disputar a presidência com a líder ultraconservadora Marine Le Pen, favorita para o pleito, que ocorrerá em dois turnos, em abril e maio.
Na Alemanha, a jovem Frauke Petry (40 anos), do novato Alternativa para a Alemanha (três anos), se beneficia com a crescente insatisfação em relação à política de refugiados da chanceler Angela Merkel, que estimulou a chegada de 1,1 milhão de imigrantes ao país só no ano passado. Com surpreendente votação em pleitos regionais, o partido xenófobo já sonha em derrotar Merkel nas eleições legislativas de setembro.
A instabilidade causada pela queda do primeiro-ministro Matteo Renzi dá a perspectiva de eleições antecipadas na Itália (não havia previsão de pleito para 2017), propiciando o crescimento do conservador Movimento 5 Estrelas, liderado por Beppe Grillo. Enquanto isso, na Holanda, Geert Wilders, líder populista do Partido pela Liberdade, é um dos postulantes na dianteira das pesquisas de opinião.
O nacionalismo exacerbado ascendeu, em parte, após o Brexit, a votação em que os cidadãos do Reino Unido decidiram pela saída da União Europeia. Desde então, plebiscitos semelhantes já foram propostos na própria França - não por acaso, iniciativa de Le Pen -, e em países como Áustria, Dinamarca, Itália, Holanda e Suécia. O principal argumento dos detratores do bloco é econômico - eles defendem maior facilidade em estabelecer relações comerciais com outros países e a não contribuição com o orçamento europeu -, mas o discurso nacionalista e anti-imigração parece ser o maior propulsor dessa iminente guinada à direita. » daniel sanes
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