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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de dezembro de 2016. Atualizado às 17h38.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 30/12 às 18h41min

Petróleo fecha em baixa, mas registra primeira alta anual desde 2013

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve queda na sessão desta sexta-feira, 30, ainda pressionados por dados do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos, que mostraram um avanço nos estoques da commodity na última semana. Mesmo com o recuo, o petróleo registrou fortes altas na comparação anual devido, em parte, a expectativas de uma redução na oferta do petróleo a partir de janeiro.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para fevereiro fechou em queda de 0,09%, a US$ 53,72 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para março caiu 0,05%, a US$ 56,82 por barril. Em um ano, o petróleo WTI avançou 44,60% e o petróleo do tipo Brent subiu 51,43%. Foi a primeira alta anual desde 2013.
Após operarem em alta no início do dia, os preços do petróleo passaram a recuar, ainda apoiados nos relatórios sobre os estoques americanos, divulgados esta semana. Ontem, os dados do DoE mostraram que os estoques de petróleo nos EUA tiveram aumento de 614 mil barris na semana encerrada em 23 de dezembro, contrariando a previsão dos analistas, de queda de 1,4 milhão de barris.
Já o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) divulgou um relatório na quarta-feira que estimava um aumento de 4,2 milhões de barris na semana passada - uma alta muito acima do resultado divulgado pelo DoE. O relatório do API é considerado uma prévia dos dados oficiais dos EUA.
Hoje, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA subiu 2, para 525 na última semana. Na comparação anual, o número representa queda de 11. Com a Baker Hughes, os preços da commodity aprofundaram as perdas durante a tarde.
Mesmo com a leve queda registrada na sessão de hoje, o petróleo acabou registrando fortes altas em 2016 na comparação com os resultados do ano passado. Os ganhos são reflexo, em grande parte, do acordo entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e produtores de fora do cartel, que concordaram com a redução de cerca de 2% da produção global da commodity.
Alguns analistas ainda estão céticos em relação à implementação dos cortes. A Morningstar disse, hoje, que a produção americana deverá aumentar cerca de 30% nos próximos seis meses. Segundo a consultoria, esse movimento pode atrapalhar os planos da Opep de fazer com que os preços do petróleo subam, além de poder incentivar produtores que concordaram em reduzir as ofertas a também aumentarem a produção.
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