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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de dezembro de 2016. Atualizado às 08h31.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

26/12/2016 - 09h33min. Alterada em 26/12 às 09h33min

Confiança da indústria volta a cair e atinge menor nível desde junho

Recuo foi de 2,2 pontos, passando de 87,0 para 84,8 pontos

Recuo foi de 2,2 pontos, passando de 87,0 para 84,8 pontos


CLAITON DORNELLES/JC
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,2 pontos em dezembro ante novembro, passando de 87,0 para 84,8 pontos, informou nesta segunda-feira (26), a Fundação Getulio Vargas (FGV). Este é o menor nível desde junho. Em novembro, o índice havia avançado 0,4 ponto.
A queda na confiança industrial ocorreu em 12 de 19 segmentos pesquisados e atingiu tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as perspectivas das empresas para os próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,2 pontos, para 82,9 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,8 ponto, para 87,1 pontos.
Com piores avaliações sobre a demanda interna, o indicador que mede o nível de demanda atual, que recuou 3,5 pontos, para 81,8 pontos, foi o que mais contribuiu para a piora do ISA em dezembro. O porcentual de empresas que consideram o nível atual de demanda forte diminuiu de 9,0% para 6,0% do total entre novembro e dezembro, enquanto a fatia que o considera fraco aumentou de 35,5% para 36,1%.
No caso da retração do IE, o destaque negativo foi a expectativa com o volume de pessoal ocupado nos três meses seguintes, que caiu 3,8 pontos, atingindo 80,6 pontos. Essa foi a quinta queda consecutiva do indicador, que alcançou o menor nível desde maio (75,9 pontos). Em dezembro, houve redução na parcela de empresas que prevê aumento do pessoal ocupado, de 11,5% para 10,7%, e elevação do porcentual de empresários que programa corte de funcionários, de 20,8% para 21,6%.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2001 ao passar de 74% para 72,5% entre novembro e dezembro.
"O resultado da sondagem industrial de dezembro, com queda da confiança e nível recorde de ociosidade, joga um balde de água fria sobre indicadores que já estavam mornos. Entre agosto e novembro, a acomodação da confiança - motivada pela apatia da demanda interna - já havia interrompido a recuperação temporária da confiança do setor observada no primeiro semestre", avaliou Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE.
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