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Porto Alegre, quinta-feira, 22 de dezembro de 2016. Atualizado às 07h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

19/12/2016 - 16h08min. Alterada em 19/12 às 16h08min

Bolsas da Europa fecham sem sinal único, com setor financeiro sob pressão

As bolsas europeias fecharam sem sinal único nesta segunda-feira (19) com o setor financeiro em geral se saindo mal, em meio aos temores sobre o banco italiano Monte dei Paschi, bem como pela fraqueza dos papéis do setor de energia, em sessão negativa para as commodities. A semana já começou com volumes mais baixos sendo negociados, dias antes do Natal.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,13% (0,47 pontos), em 359,55 pontos.
O setor financeiro ficou pressionado em meio a dúvidas sobre o Monte dei Paschi. O banco está em seus últimos dias para tentar fechar um acordo para se recapitalizar em 5 bilhões de euros. Um dos investidores importantes do negócio, a Quaestio Capital Management, mostrou fortes reservas quanto aos termos da complexa transação, o que poderia colocar toda a iniciativa em risco. Caso não consiga levantar dinheiro com investidores privados, o Monte dei Paschi pode ser nacionalizado pela Itália. Nesta segunda, a ação do banco caiu 11,04% em Milão.
A ação do Deutsche Bank, por sua vez, teve baixa de 4,5% em Frankfurt, após relatos de que o banco pagará multa nos EUA para resolver uma investigação sobre a venda de hipotecas tóxicas antes da crise financeira. Além disso, o Citigroup piorou sua recomendação para o papel, de "neutra" para "venda", considerando-o valorizado demais, o que acentuou suas perdas.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,08%, em 7.017,16 pontos, mesmo diante da fraqueza do setor de energia. Entre os bancos, Lloyds caiu 1,93% e Barclays recuou 2,67%, enquanto entre as mineradoras Anglo American e Antofagasta tiveram baixas de 0,75% e 1,27%, respectivamente. Por outro lado, entre as ações em destaque, Vast Resources subiu 45,45% e Ascent Resources avançou 6%.
Em Frankfurt, o índice DAX fechou com ganhos de 0,20%, para 11.426,77 pontos. Além do recuo do Deutsche Bank, o papel do Commerzbank teve baixa de 3,4%. Já Volkswagen fechou com alta de 1,9%, diante de especulações de que a montadora está mais perto de fechar um acordo sobre o escândalo de fraudes em testes de emissão de poluentes.
Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 caiu 0,22%, chegando a 4.822,77 pontos. Entre os bancos, Crédit Agricole caiu 1,49% e Société Générale, 1,12%. No setor de energia, a petroleira Total recuou 0,65%.
O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão fechou em queda de 0,24%, a 18.968,94 pontos. UniCredit recuou 4,53% e Popolare di Milano teve baixa de 2,63%, enquanto, por outro lado, Telecom Itália subiu 2,42% e Saipem avançou 4,60%.
Em Madri, o Ibex-35 teve baixa de 0,81%, para 9.336,70 pontos. A siderúrgica ArcelorMittal caiu 4,84%, enquanto entre os bancos BBVA recuou 1,19% e Santander, 2,32%.
Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 recuou 0,17%, para 4.620,04 pontos. Banco Comercial Português caiu 2,34% e Galp Energia teve queda de 1,56%. 
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Comentários
Janaina Macedo calvo 21/12/2016 18h31min
A importância dos pequenos negócios no contexto econômico e social brasileiro vem crescendo gradativamente nos últimos 30 anos, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) são alvo de atenção de analistas econômicos devido seu potencial de geração de renda e de emprego, entretanto, as dificuldades na obtenção de créditos e a pior recessão econômica da historia do Brasil, estão fazendo muitos fecharem as portas. Leiam o texto que Pedro Ivo Fator discorre sobre o tema e faz valer as dicas. Aprove