Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 15 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h30.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Mercado Financeiro

15/12/2016 - 16h30min. Alterada em 15/12 às 16h34min

Bolsas da Europa sobem após Federal Reserve prever mais altas de juros nos EUA

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (15), impulsionadas por ações de bancos depois que o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) elevou sua taxa de juros e abriu a porta para três aumentos no próximo ano.
A bolsa de Londres fechou em alta de 0,72%, aos 6.999,01 pontos; a bolsa de Paris avançou 1,05%, aos 4.819,23 pontos; Frankfurt teve acréscimo de 1,08%, aos 11.366,40 pontos; Milão avançou 2,09%, aos 18.994,79 pontos, e Madri ganhou 1,33%, aos 9.340,80 pontos. Por outro lado, a bolsa de Lisboa terminou em leve baixa de 0,04%, aos 4.597,60 pontos.
Os ganhos em Londres foram impulsionados também depois que o Banco da Inglaterra manteve suas taxas de juros em 0,25%, como esperado, e previu que o Reino Unido deverá superar sua meta de inflação de 2% já no final de 2017.
As ações de bancos lideraram as maiores altas, com o setor com avanço perto de 2%, uma vez que o mercado avalia que os aumentos de juros nos EUA serão positivos para as instituições se ajustarem depois de um cenário de baixos rendimentos desde a crise financeira de 2008. Ontem, o Fed elevou a taxa dos Fed funds para a faixa entre 0,50% e 0,75%, e a taxa de redesconto de 1,00% para 1,25%, conforme o esperado pela maioria dos agentes dos mercados. A decisão foi unânime, com 10 votos a favor. Os juros básicos dos EUA estavam entre 0,25% e 0,50% desde dezembro de 2015. Segundo o anúncio de política monetária, a instituição vê três altas nos juros em cada ano em 2017, 2018 e 2019. No comunicado de setembro, o Fed previu apenas duas altas no próximo ano.
O setor bancário teve o melhor desempenho em Milão, principalmente depois que o Monte dei Paschi anunciou que está perto de levantar um capital privado de 5 bilhões de euros até 31 de dezembro. Suas ações subiram 3,94%. O papel do Barclays avançou 3,47%, em Londres, o do Santander teve ganho de 2,25% em Madri, enquanto o do Deutsche Bank cresceu 3,81% em Frankfurt.
O aumento de juros nos EUA, por outro lado, pressionou as empresas de mineração. Em Londres, as ações da Randgold caíram 9,2% e as da Fresnillo recuaram 6,9%.
O papéis de montadoras também foram beneficiados depois que foi divulgado que as vendas de automóveis novos na Europa aumentaram 5,8% em novembro na comparação anual. Além disso, o Financial Times informou que a Volkswagen teria chegado a um acordo com as autoridades dos EUA para resolver o escândalo de teste de emissões. A ação da montadora subiu 1,10%.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia