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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de dezembro de 2016. Atualizado às 17h59.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 14/12 às 19h01min

Dólar fecha próximo das máximas em reação global à alta de juro nos EUA

O dólar fechou próximo das máximas frente ao real nesta quarta-feira (14), em linha com movimento global de reprecificação de ativos. Em dia de instabilidade, o combustível desse avanço foi a decisão de política monetária do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos). A instituição anunciou aumento de juros em 0,25 ponto porcentual para o intervalo de 0,50% a 0,75%. Além da mudança em si, que já era prevista, foram divulgadas projeções para elevação nas taxas, de três vezes ao ano até 2019.
Agora, está montada a nova referência - e mais acentuada que o previsto - do ciclo de aperto monetário para os próximos anos, quando o país estará sob administração do presidente eleito Donald Trump.
O dólar à vista fechou aos R$ 3,3623, em alta de 1,09%, bem próximo da máxima de R$ 3,3628 (+1,10%), com volume de negócios de US$ 1,155 bilhão.
A decisão de política monetária do Federal Reserve trouxe tamanha movimentação para o câmbio doméstico que o dólar futuro para janeiro entrou em leilão, quando marcava R$ 3,3595 (+0,16%). Assim que o processo foi concluído na BM&FBovespa, a divisa alternou pequenas quedas e ganhos, mas logo firmou-se em alta.
Na máxima, o dólar futuro para janeiro registrou R$ 3,3880 (+1,01%). Enquanto os investidores digeriam as novidades do Fed e comentários da presidente Janet Yellen, o ativo teve alguma acomodação. No fechamento, o dólar para janeiro teve ganho de 0,89%, aos R$ 3,3840, com giro de US$ 15,715 bilhões.
A apreensão nas mesas de operação também refletiu o incerto cenário político no Brasil no período vespertino. Hoje, o assessor especial da presidência e amigo de Temer há 50 anos, José Yunes, entregou sua carta de demissão, após ser citado em delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo. Esta foi a primeira baixa do governo do presidente Michel Temer em decorrência da apelidada "Delação do Fim do Mundo".
Diante de um noticiário tão intenso aqui e lá fora, o início dos negócios no câmbio foi de instabilidade. A abertura foi marcada pela alta do dólar, com realização de lucros em vendidos, mas a divisa norte-americana passou a recuar ainda pela manhã. A baixa frente ao real decorreu da percepção de que o conturbado cenário político interno não deve atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência.
Nas mínimas do dia, o dólar à vista marcou R$ 3,3034 (-0,69%) e o futuro para janeiro tocou R$ 3,3180 (-1,07%).
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