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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h59.

Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 15/12/2016. Alterada em 14/12 às 20h39min

Soja puxa a queda das exportações do campo

Comercialização da soja caiu 38,7%, equivalente a US$ 147 milhões

Comercialização da soja caiu 38,7%, equivalente a US$ 147 milhões


STR/AFP/JC
Depois de um crescimento constante do agronegócio nas exportações do Rio Grande do Sul no primeiro semestre, o setor apresentou recuo no desempenho neste final de ano.
O mês de novembro registrou queda nas vendas para o mercado internacional, sendo o pior resultado do ano desde março. Na comparação com outubro, a retração é de 11,1% no valor e 8,7% no volume exportado. A soja foi a principal responsável pelo resultado, com redução de 38,7% (US$ 147 milhões), segundo o Relatório de Comércio Exterior, divulgado pela Farsul.
Em boa parte, o resultado se deve as vendas da oleaginosa na primeira metade do ano, resultando em estoques mais baixos e menor oferta. Ainda na comparação com outubro, o setor de carnes, puxado pelo frango, apresentou aumento de 2,2% no seu valor exportado (US$ 166 milhões).
Produtos florestais também tiveram crescimento de 33,1% (US$ 93 milhões). Em relação a novembro de 2015, o Rio Grande do Sul exportou -12,3% (US$ 104 milhões), também por influência maior da soja (- 49,6%). No acumulado do ano, as exportações gaúchas atingiram US$ 10,318 bilhões. Ao contrário da primeira metade de 2016, que registrou crescimento contínuo, tendo o seu pico em junho, o segundo semestre iniciou um processo de retração que chegou a -34,5% em setembro. Comparado com 2015, há uma queda de 6,13% no valor e de 7,5% no volume comercializado.
As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 740 milhões, o correspondente a 46% do total do Estado. Ao todo, foram 937 mil toneladas embarcadas. A balança comercial do setor fechou com saldo positivo de US$ 617 milhões.

Subvenção ao prêmio do seguro chega a R$ 400 milhões

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural aplicou neste ano R$ 400 milhões, 42% a mais do que o valor executado em 2015. Foram beneficiados aproximadamente 75 mil produtores rurais, proporcionando cobertura securitária para 5,5 milhões de hectares, com aumento de cerca de 80% na comparação com 2015. As culturas que tiveram maior aporte foram as de soja, milho (2ª safra), trigo, maçã e uva. Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller prometeu trabalhar para aumentar o valor dos recursos em 2017.
As seguradoras estimaram que o próximo Plano Safra deveria ter recursos da ordem de R$ 700 milhões, uma vez que está previsto aumento da demanda em função de problemas climáticos.
Visando dar maior transparência aos números do programa, o Mapa disponibilizou, no portal na internet, uma ferramenta de consulta pública, com o título Atlas do Seguro Rural, onde é possível acessar todos os dados desde 2006, agregados em base municipal, utilizando variáveis, como discriminação por ano civil, estado, município, atividade e seguradora.
Além disso, de forma inédita, ainda neste ano será divulgada a relação dos beneficiários contemplados com a subvenção federal em 2016, proporcionando ainda mais transparência aos gastos públicos e eliminando dúvidas dos produtores rurais sobre o acesso ou não à subvenção ao prêmio do seguro rural.
 

Empresa investes na produção de lácteos

A perspectiva de expansão observada na demanda por produtos lácteos nas regiões Sul e Sudeste levou a empresa Laticínios Kiformaggio, de Nonoai, a projetar a expansão e implantar novos equipamentos em seu parque industrial, localizado em área própria na rodovia RS-406. A ideia é aumentar a capacidade produtiva na área de processamento de leite e queijos. A empresa informou à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect) que projeta investir cerca de R$ 2,7 milhões na ampliação das instalações físicas e aquisição de novos equipamentos.
Em reunião, coordenada pela Sala do Investidor da Sdect, os diretores da empresa de laticínios detalharam o projeto de expansão que acrescentará mais 10 empregos diretos ao seu quadro de 42 trabalhadores. A empresa registra uma produção atual de 25 mil litros/dia de leite e com a expansão passa a produzir 40 mil litros/dia. A produção de queijo ralado, que atualmente é de 60 toneladas/mês, passa para 120 toneladas/mês. Os executivos da Kiformaggio receberam informações detalhadas sobre licenciamento ambiental por parte da Fepam. Os dados relacionados com as linhas de financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos operadas pelo BRDE, Badesul e Banrisul, que integram o sistema econômico do Estado, e as condições de incentivos do Fundopem/RS, do Integrar/RS e quanto à tributação incidente sobre o setor de lácteos também foram esclarecidos aos empresários.

Yara expande atividade e inicia operações de unidade em Catalão

A Yara Fertilizantes informou ontem que iniciou suas operações em Catalão (GO). A empresa adquiriu no município a unidade industrial misturadora da Adubos Sudoeste, negócio este que precisou da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) - o aval foi dado em agosto.
A indústria tem capacidade total de 300 mil toneladas por ano, com potencial para ampliar a produção de acordo com a demanda.
A companhia disse, ainda, que a aquisição é parte da estratégia de expansão no mercado brasileiro, que recebeu US$ 1,5 bilhão de investimentos em cinco anos.
Dentre os principais aportes citados pela Yara estão a aquisição da Bunge (2013), a joint venture com a Galvani (2014), a construção e revitalização das unidades industriais de mistura mais modernas do Brasil, em Sumaré (SP) e Porto Alegre (RS) e investimentos para a unidade de mineração em Serra do Salitre, e o anúncio do investimento em seu complexo industrial de Rio Grande (RS).
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