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Porto Alegre, terça-feira, 13 de dezembro de 2016. Atualizado às 20h59.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 13/12 às 22h02min

Petróleo oscila e fecha em leve alta, após publicação de relatório da AIE

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta, após uma sessão marcada por volatilidade nesta terça-feira, 13, dia em que a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou relatório mostrando tanto um aumento na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), quanto uma previsão otimista do acordo de corte na produção de membros de dentro e de fora do cartel.
O petróleo WTI para janeiro negociado em Nova York, na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,28%, a US$ 52,98 por barril. Já o barril do tipo Brent para fevereiro ficou próximo da estabilidade, avançando 0,05%, a US$ 55,72.
Os compromissos assumidos pela Opep e por países de fora do cartel para cortar a produção podem acelerar o processo de equilibrar a oferta e a demanda de petróleo no primeiro semestre, apontou a AIE em relatório divulgado na manhã de hoje. Por outro lado, a organização disse que houve um aumento nos estoques globais da commodity para 98,2 milhões de barris por dia, com a maior produção da Opep superando a queda na produção de fora do cartel.
Segundo a AIE, a Opep teria que cortar 1,7 milhão de barris por dia para atingir seu limite máximo de 32,5 milhões de barris por dia. O número é superior ao corte estabelecido na reunião de 30 de novembro, quando os países membros do cartel acordaram em reduzir 1,2 milhão de barris por dia. A agência informou que a produção da Opep subiu 300 mil barris por dia em novembro, ao nível recorde de 34,2 milhões de barris.
O petróleo oscilou durante o dia, após ter registrado três sessões consecutivas de alta. Alguns analistas continuam céticos em relação aos acordos recentes da Opep. "Nós notamos que, quanto mais alto o preço do barril, maior a tentação para desrespeitar as cotas alocadas", disse a BMI Research. Já o Morgan Stanley afirmou que a produção da Nigéria e da Líbia, dois membros do cartel que foram excluídos do corte, também gera risco de baixa para o sucesso do plano da Opep.
Por outro lado, relatórios indicaram que a Arábia Saudita estaria disposta a implementar cortes mais profundos do que a redução de 486 mil barris por dia, acordada na reunião de novembro.
Ainda na manhã de hoje, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, divulgou que escolheu o ex-governador do Texas, Rick Perry, como seu secretário de Energia. Perry disputou as primárias do Partido Republicano com Trump e já pregou pela eliminação da Secretaria de Energia. A escolha de Perry para a pasta foi bem recebida pelas empresas ligadas a energia, que tiveram ganhos consistentes, mesmo com a volatilidade da commodity.
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