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Porto Alegre, terça-feira, 13 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h45.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 14/12/2016. Alterada em 13/12 às 21h29min

FCDL projeta melhora do cenário econômico em 2017

Koch considera essencial o controle da inflação e uma baixa da Selic

Koch considera essencial o controle da inflação e uma baixa da Selic


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Adriana Lampert
A desvalorização do real está entre um dos pontos favoráveis para alavancar algum crescimento da economia gaúcha em 2017, segundo avaliação do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), Vitor Augusto Koch - que realizou, na manhã de ontem, um balanço do ano de 2016 e perspectivas para o ano que vem. "Somos um Estado tradicionalmente exportador, e fomentar as vendas externas é muito bom, porque gera empregabilidade, principalmente no setor moveleiro e calçadista", explica o dirigente. A melhoria do cenário econômico em nível mundial (principalmente nos Estados Unidos e na comunidade europeia) é outro aspecto importante, na visão do dirigente.
Para Koch, o fundamental é que ocorra controle da inflação e uma baixa da Selic. "Temos a expectativa de que a taxa básica de juros chegue na casa dos 10% em 2017, o que irá ocasionar tranquilamente um crescimento, uma vez que o crédito fica mais barato." Ele destacou que, em 2016, as vendas do varejo gaúcho caíram pelo segundo ano consecutivo. Segundo dados da entidade, a retração do ano deve fechar em 9,6%.
"Juntando este resultado com o de 2015, o consumo no Estado caiu acumuladamente 21,5% nos dois anos", pontuou o presidente da FCDL-RS. De acordo com o dirigente, os principais recuos do varejo estão diretamente associados aos elevados juros que predominaram no decorrer de 2016 - incluindo os dos cartões de crédito e o do cheque especial. "O juro alto exige um nível maior de garantia, então as pessoas acabam não conseguindo comprar o produto", destaca Koch, ressaltando que, em 2016, cerca de 80% dos pedidos de financiamentos para veículos foram negados, em vista deste empecilho. No caso das vendas, os segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram queda de 24,35% na comparação com 2015; seguidos da comercialização de veículos, com -21,63%.
O balanço da entidade mostrou que os ramos menos dependentes das vendas a prazo registraram quedas mais moderadas ou até crescimento, a exemplo do segmento de farmácias, que teve incremento de 0,42%. Além do fechamento de empresas, durante este ano, o varejo registrou ainda a queda de aproximadamente 2,5 mil postos de trabalho. Foi um resultado mais ameno do que em 2015, quando 14,2 mil vagas foram fechadas no comércio, observa o dirigente da FCDL-RS.
Para Koch, o baixo investimento (e a pouca geração de emprego) deve ser foco de preocupação dos gestores públicos. "No caso do Rio Grande do Sul, esperamos que o governador (José Ivo) Sartori amplie a captação de empresas estrangeiras para que se estabeleçam por aqui, gerando novos empregos."
Contando com 35% das famílias gaúchas endividadas, o Estado ainda assim integra a região do País onde a inadimplência é tida como menos grave. De acordo com o levantamento da entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deve alcançar o patamar de 1% a 2,5% em 2017, enquanto que no Estado deve ocorrer um incremento de 1,5% a 3% das vendas do varejo. Ainda conforme o estudo, entre setembro e outubro deste ano, o setor gerou saldo positivo de 2.567 postos de trabalho. As projeções para o Rio Grande do Sul, segundo a entidade, é de que o consumo deverá consolidar uma "lenta, mas firme recuperação" em 2017.
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