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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de dezembro de 2016. Atualizado às 15h55.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 08/12 às 16h56min

Otimismo com BCE prevalece e Bolsas da Europa terminam em alta

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira (8) depois que Banco Central Europeu (BCE) anunciou a extensão de seu programa de compra de títulos, em compras mensais menores, mas que no fim injetará no mercado quantidade de dinheiro maior do que a esperada pelos investidores.
A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,42%, aos 6.931,55 pontos; Paris subiu 0,87%, aos 4.735,48 pontos; Frankfurt avançou 1,75%, aos 11.179,42 pontos; Milão teve ganho de 1,64%, aos 18.427,86 pontos; Madri avançou 2,06%, aos 9.145,40 pontos; e Lisboa teve valorização de 1,16%, aos 4.626,90 pontos.
O BCE manteve as taxas de juros e decidiu continuar com o seu programa de flexibilização quantitativa (QE, na sigla em inglês) ao ritmo mensal atual de 80 bilhões de euros (US$ 86,41 bilhões de dólares) até ao final de março de 2017. Contudo, a instituição estendeu o estímulo monetário por nove meses a compras mensais menores.
A partir de abril de 2017, as compras mensais serão reduzidas para 60 bilhões de euros até o final de dezembro de 2017. O BCE disse ainda que na ocasião avaliará se o QE precisará ser ampliado. O mercado esperava que ele continuasse com as compras de títulos no mesmo valor, mas por apenas mais seis meses. Ainda assim, o início de uma redução do valor do QE fez com que o euro recuasse ante o dólar.
A principal taxa do BCE, a de refinanciamento, utilizada em empréstimos regulares, permaneceu na mínima histórica de 0%, enquanto a taxa de depósitos ficou inalterada em -0,4%, o que significa que os bancos comerciais continuarão pagando para deixar recursos depositados no BCE.
Diante do anúncio, as ações de bancos subiram mais de 2% e terminaram entre os maiores ganhos. Em Londres, a ação do Barclays subiu 1,77%, enquanto em Frankfurt, o papel do Commerzbank avançou 5,21%.
O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que a zona do euro teve crescimento de 0,3% no terceiro trimestre deste ano e que a economia deve continuar a crescer no último trimestre do ano. Ele acrescentou que a inflação geral deve aumentar para 1,3% em 2017, de 0,2% em 2016, descartando, assim, chance de deflação.
Em Milão, as ações do banco Monte Dei Paschi di Siena subiram mais de 2% depois que a instituição pediu ao BCE que prorrogue até 20 de janeiro o prazo para completar um aumento de capital de 5 bilhões de euros (US$ 5,4 bilhões de dólares), que precisa ser mantido atuante depois de uma crise do governo na Itália ameaçar descarrilar seus planos. O banco problemático tinha acordado com o BCE em completar o aumento de capital até o final do ano. Draghi, no entanto, não tocou no assunto, mas disse que está confiante de que o governo italiano sabe o que fazer com o setor bancário.
O setor de mineração também contribuiu para os ganhos na sessão, depois que a China anunciou dados positivos de importação. Em Londres, as ações da Rio subiram 2,25%.
Outro destaque na Europa foi a bolsa da Rússia. O índice Micex, negociado com o rublo, terminou em alta de 2,15%, aos 2.027,02 pontos, enquanto o índice RTS, negociado em dólar, avançou 2,87%, aos 1.097,39 pontos, com a divulgação de que a Rússia concordou em vender uma participação de 19,5% no maior produtor de petróleo do país, a Rosneft, para a Glencore e a um fundo soberano do Catar por mais de 10 bilhões de euros, em uma operação que visa reduzir a gigantesca dívida da empresa e aliviar o fisco da Rússia. 
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