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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de dezembro de 2016. Atualizado às 12h52.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

05/12/2016 - 13h18min. Alterada em 05/12 às 13h56min

País saiu da UTI, mas economia não está correndo ainda, diz Meirelles

O ministro da Fazenda defendeu também que é preciso preservar o ajuste fiscal

O ministro da Fazenda defendeu também que é preciso preservar o ajuste fiscal


ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL/JC
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (5) durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o Brasil saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, reconheceu, a economia não está ainda correndo como as pessoas gostariam.
"É normal que no momento em que o problema está sendo resolvido a ansiedade de todos cresça por soluções. A solução está à vista, já temos a votação em segundo turno da PEC do Teto no Senado marcada para a próxima semana. A reforma da Previdência será anunciada hoje pelo presidente. Estão em andamento celeremente mudanças que, se comparadas com a ansiedade de todos, estão devagar, mas se pensarmos que são as primeiras mudanças na Constituição em 28 anos, são rapidíssimas, uma velocidade extraordinária. Em nenhum país do mundo se muda a Constituição rapidamente", comentou Meirelles, durante o 12º Congresso Brasileiro da Construção, em São Paulo.
Para ele, mudar a Constituição, cortar a expansão dos gastos públicos e preservar investimentos é necessário. "Mas é preciso também fazer as coisas de uma forma que preserve o estatuto constitucional do Brasil porque vivemos em uma democracia e em qualquer democracia demora um longo tempo", disse, acrescentando que é necessário perseverança e que a sociedade não deve se apavorar e sair do caminho da solução no momento em que ela está se aproximando.
O ministro da Fazenda afirmou que é preciso preservar o ajuste fiscal. "Temos de perseverar. Não podemos nos apavorar e sair do caminho quando a solução se aproxima", afirmou
Meirelles lembrou que, nos últimos anos, houve uma política que procurou acelerar o crescimento através de intervenções na economia, com controle de preços, expansão não sustentável do crédito e resistência para aplicação da restrição da política monetária. Isso foi financiado pela expansão da dívida pública. "As lições que aprendemos é que é necessário otimizar a utilização dos recursos públicos, garantir que os programas de assistência social sejam direcionados àqueles que realmente precisam. As auditorias que estão sendo feitas mostram que não é bem assim, que existe muito desperdício", comentou.
Ele ressaltou que ajustes anteriores foram feitos com aumentos de impostos e sem redução duradoura de gastos, muitas vezes com reduções de curto prazo nas despesas, que significam cortes de investimentos. "Temos de ter foco na contenção permanente de despesas, na redução da dívida como porcentual do PIB", reforçou.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a bater na tecla da necessidade de o governo cortar os gastos públicos. De acordo com ele, 75% dos gastos públicos são definidos constitucionalmente.
Meirelles voltou a fazer críticas à política econômica do governo anterior, dizendo que se buscou crescimento acelerado através intervenções na economia, com controle de preços, participação pontual e oficial no crédito não sustentável, resistência à aplicação da política monetária.
"Esse movimento foi amparado por um crescimento muito alto das despesas públicas. O custo do insucesso destas medidas foi transferido para o Tesouro Nacional. Em resumo, o crescimento das despesas primárias do governo central, de 56,6% acima da inflação foi o triplo da relação do PIB", disse Meirelles.
Segundo o ministro, o crescimento das despesas veio da Previdência, assistência social e programas de transferência de renda, despesas de custeio para Saúde e Educação, subsídios e subvenções econômicas.
As lições desta crise, de acordo com Meirelles, é que nesse momento é necessário que o programas de assistências social sejam direcionados para aqueles que realmente precisam. "As auditorias que estão sendo feitas mostram que não é bem assim", disse.
De acordo com o ministro, o corte de gastos tem como objetivo evitar o crescimento da dívida que pressiona o juro. No entanto, de acordo com Meirelles, o enfoque não pode ser o corte de curto prazo que signifique reduzir investimentos. Ainda de acordo com o ministro, o País vive dois anos de crise que afeta as empresas e dificulta o crédito.
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