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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de dezembro de 2016. Atualizado às 04h22.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

05/12/2016 - 08h19min. Alterada em 05/12 às 08h20min

Bolsas asiáticas fecham em baixa com temores gerados por referendo italiano

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em baixa nesta segunda-feira (5), após a vitória do "não" no referendo da Itália gerar temores de instabilidade política na Europa.
No domingo (4), o eleitorado na Itália rejeitou uma proposta de reforma constitucional do governo, levando o primeiro-ministro Matteo Renzi a anunciar sua renúncia e fortalecendo a posição de populistas contrários à permanência do país na zona do euro.
Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,82%, encerrando o dia a 18.274,99 pontos, enquanto na China, o Xangai Composto recuou 1,21%, a 3.204,71 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 0,78%, a 2.068,17 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,26%, a 22.505,55 pontos.
O mau humor nos mercados chineses prevaleceu apesar de dados positivos do setor de serviços da China, que em novembro se expandiu no ritmo mais forte em 16 meses, segundo pesquisa da Caixin Media com a Markit Economics, e da estreia da parceria operacional das bolsas de Shenzhen e de Hong Kong.
No primeiro dia da aliança, investidores estrangeiros compraram 2,71 bilhões de yuans em ações negociadas em Shenzhen, representando cerca de 21% de sua cota diária, enquanto os chineses usaram apenas 8% de sua cota em Hong Kong, o equivalente a 850 milhões de yuans.
Em outras partes da Ásia, o índice sul-coreano Kospi caiu 0,37% em Seul, a 1.963,36 pontos, enquanto o filipino PSEi recuou 1,60% em Manila, a 6.776,41, e o Taiex perdeu 0,31%, a 9.160,66 pontos, também influenciado por uma recente conversa telefônica entre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e a presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, que alimentou receios de piora das relações entre a ilha e a China.
Investidores na Ásia terem que a derrota do governo italiano afete o setor bancário do país e repercuta pela Europa.
A Europa está sujeita a um período prolongado de turbulências políticas, uma vez que há eleições previstas em 2017 na Alemanha, França e Holanda.
Embora o tom na Ásia tenha sido negativo, analistas apontaram que os mercados reagiram de forma relativamente calma à notícia da Itália, ao contrário do que aconteceu após o Reino Unido votar por sua saída da União Europeia (o chamado "Brexit"), em junho. "Não há pânico", comentou Chris Weston, estrategista-chefe de mercados da IG Markets.
Na Oceania, a bolsa australiana também foi pressionada pelo referendo italiano e o índice S&P/ASX 200 caiu 0,8% em Sydney, a 5.400,40 pontos.
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