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Porto Alegre, segunda-feira, 05 de dezembro de 2016. Atualizado às 11h32.

Jornal do Comércio

Economia

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Turismo

Notícia da edição impressa de 05/12/2016. Alterada em 05/12 às 12h36min

Aproveite fim de ano para conhecer o Paraná de carro

Coral de meninos cantores leva multidões ao Palácio Avenida

Coral de meninos cantores leva multidões ao Palácio Avenida


PARANA TURISMO /PARANA TURISMO/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Assim como os gaúchos, os paranaenses têm grande apego ao Natal e uma atividade símbolo para marcar a data. No Rio Grande do Sul, o maior espetáculo do período é o Natal Luz de Gramado. No Paraná, o coral de meninos cantores que se apresenta no Palácio Avenida, em Curitiba, é a grande atração. Assim como o espetáculo na serra gaúcha, na capital paranaense também há um grade de programação natalina intensa neste mês. Em 2016, pela primeira vez, o evento assumirá a bandeira Bradesco. A instituição assumiu neste ano o comando do HSBC e manteve as apresentações dos corais formados por uma centena de crianças carentes. O show dos meninos cantores se tornou uma marca do HSBC no Brasil e tradição na capital paranaense.
Conhecer a atrações curitibanas de Natal pode ser apenas o começo de uma agradável descoberta, ainda pouco valorizada pelos gaúchos - comportamento que a Paraná Turismo quer reverter apresentando um circuito de passeios focado na diversidade de rotas e atrativos. Os gaúchos, por sinal, estão entre os focos de trabalho da Paraná Turismo, que realizou na última semana o primeiro Fórum Rodoviário de Turismo para valorizar os visitantes que pretendem percorrer o estado, com diferentes paradas, viajando de ônibus ou carro. "A ideia do fórum é valorizar atrações que a maioria dos visitantes não conhece, em diferentes polos, muitos deles também pouco exploradores até mesmo pelos paranaenses", explica Vera Lucia Meza, coordenadora de relações empresarias da Paraná Turismo.
A busca pelos visitantes do Rio Grande do Sul se justifica: estudo feito pelo governo paranaense englobando 20 anos de turismo revelam que os gaúchos já colocaram o Paraná muito mais presente na sua lista de viagens. Frequência que diminui consideravelmente nos últimos anos. Enquanto em 1992 os moradores do Rio Grande do Sul representavam 8,2 % dos turistas, o percentual caiu para 4,6% em 2012. Os mais assíduos, claro, são os vizinhos de Santa Catarina e São Paulo, mas nada que impeça os gaúchos de darem uma esticada a mais e ir além de Santa Catarina.
Pertinho da Capital, o litoral paranaense pode não ser tão deslumbrante quando as praias catarinenses, mas tem seu charme. Formado por sete municípios, tem como uma das atrações Morretes, com seus pratos típicos e casarões antigos. Já em Paranaguá, cidade portuária, se localiza a Ilha do Mel, administrada com cuidado e foco sustentável pela Instituto Ambiental do Paraná. Carros não chegam na ilha e, para evitar degradação, o número de visitantes é restrito, não podendo passar de 5 mil na alta temporada. Rústica, a Ilha do Mel conta basicamente com pequenas ruas e trilhas de terra que dá a impressão que o lugar parou no tempo. Há quem diga, porém, que o local já tenha sido melhor cuidado.

Roteiros atraem pela proximidade histórica, exotismo e grandiosidade

Estrada de ferro na Serra do Mar venceu obstáculos das montanhas
Estrada de ferro na Serra do Mar venceu obstáculos das montanhas
PARANA TURISMO/DIVULGAÇÃO/JC
O Paraná reúne roteiros com proximidade histórica com os gaúchos (como o circuito nos campos gerais), mas outros marcam pelo exotismo e grandiosidade (como o parque estadual de Vila Velha e as mundialmente conhecidas Cataratas do Iguaçu). Se partir de um roteiro pela capital, além do Jardim Botânico, tradicional ponto turístico e arquitetônico da cidade, o visitante também se surpreende com uma cidade bem organizada, limpa e com eficiente sistema de transporte.
Na Pedreira Paulo Leminski, cuja construção homenageia um dos grandes poetas contemporâneos do País, ocorrem grandes shows em meio a paredões rochosos, o que criam um impressionante cenário para qualquer apresentação cultural. Construído em 1990, o espaço é destinado a espetáculos ao ar livre. Leminski, pela descendência polonesa, também revela outra curiosidades turística na região. A migração de moradores do leste europeu para Curitiba é marcante na culinária (como o bigos ensopado de carnes defumadas e repolho azedo), arquitetura, histórias e roteiros. A cidade reúne a maior colônia polonesa no Brasil.
Além dos muitos gaúchos que migraram para o Paraná ao longo dos anos, a história econômica também une os dois estados. Tropeiros condutores de gado que circulavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba (SP) ou Minas Gerais, muitas vezes faziam paradas para suportar o frio em fazendas como as localizadas nos campos de Curitiba (palavra de origem Guarani, kur yt yba quer dizer grande quantidade de pinheiros ou pinheiral).
Entre a serra e o mar, um passeio de trem de tirar o fôlego é uma das grandes atrações da região. Construída sobre a Serra do Mar, a obra ferroviária teve de vencer os muitos obstáculos oferecidos pelas montanhas, que pareciam intransponíveis nos anos 1880. A viagem de trem entre Curitiba e Morretes passa pela área mais preservada da Mata Atlântica, cruzando túneis, pontes e viadutos, além de paisagens impressionantes, com direito até a deslocamento em cabines de luxo, operados pela empresa Serra Verde Express.
Adentrando o estado, um atrativo que não tem semelhança no Rio Grande do Sul, é a maior polo de visitação na região dos Campos Gerais: o Parque Estadual de Vila Velha. O local abriga esculturas naturais criadas pelo vento e pela água. A unidade de Conservação é composta formações rochosas de arenito que apresentam formas variadas - entre as mais conhecidas, a taça e o camelo. O parque também abriga Furnas, que se caracterizam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (lençol subterrâneo) e Lagoa Dourada, que possui este nome devido a coloração assumida quando ocorre o pôr do sol.
As estradas paranaenses também são cercadas de atrativos aquáticos, com rios em abundância para a prática de pesca. O chamado Corredor das Águas inclui esportes nos rios Paraná, Paranapanema, Piquiri, Ivaí, entre outros, além dos lagos Rosana e Taquaruçu. O diferencial fica mesmo por conta da opção de mergulho. Porto Rico, na região Noroeste, equipes especializadas levam os turistas/ mergulhadores a imersão média de 6 a 8 metros de profundidade em águas cristalinas, perfeitas para apreciar espécies de peixes como tucunarés, pintados, dourados, cascudos, lambaris, arraias, entre outros. Para não deixar as crianças sem atividades, uma parada no Ody Park, em Igaraçu, pode ser uma boa alternativa. A estrutura local de aproximadamente 200 mil metros quadrados forma um dos maiores parques aquáticos do sul do Brasil, incluindo piscinas com ondas artificiais de 3 metros de altura.
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