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Economia

- Publicada em 01 de Dezembro de 2016 às 19:11

Demanda por transporte aéreo doméstico cai 5,64%

Setor aéreo brasileiro registra 15 meses seguidos de retração

Setor aéreo brasileiro registra 15 meses seguidos de retração


ABR/JC
A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros registrou queda de 5,64% em outubro de 2016 na comparação com o mesmo mês de 2015, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com o resultado, o setor aéreo brasileiro já registra 15 meses consecutivos de retração. No acumulado dos 10 primeiros meses deste ano, a demanda doméstica acumula baixa de 6,32% frente igual etapa de 2015.
A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros registrou queda de 5,64% em outubro de 2016 na comparação com o mesmo mês de 2015, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com o resultado, o setor aéreo brasileiro já registra 15 meses consecutivos de retração. No acumulado dos 10 primeiros meses deste ano, a demanda doméstica acumula baixa de 6,32% frente igual etapa de 2015.
A oferta por transporte aéreo doméstico, por sua vez, diminuiu 5,6% em outubro em relação ao mesmo período do ano passado, na décima quarta baixa sucessiva do indicador. No ano, a oferta acumula redução de 6,08% ante janeiro a outubro de 2015.
A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos domésticos operados por empresas brasileiras ficou em 79,2% em outubro de 2016, estável em relação ao mesmo mês de 2015. No período de janeiro a outubro de 2016, o aproveitamento doméstico foi de 79,8%, frente a 80% no mesmo intervalo do ano passado.
A Gol liderou o mercado doméstico em outubro, com uma participação, medida pelo indicador de demanda RPK, de 35,5%, acima dos 34,6% de sua principal concorrente, a Latam. A Azul ficou em terceiro lugar em outubro, com 17,1% do market share, enquanto a Avianca Brasil registrou 12,2% de participação.
As empresas aéreas nacionais transportaram um total de 7,256 milhões de passageiros pagos no mercado doméstico em outubro, o que corresponde a uma queda de 8,91% em relação ao mesmo mês de 2015. No acumulado dos primeiros dez meses do ano, a quantidade de passageiros transportados soma 73,472 milhões, um recuo de 8,26% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já a carga paga transportada no mercado doméstico foi de 28,506 mil toneladas em outubro de 2016, o que representou redução de 5,65% com relação a outubro de 2015. No ano, a carga paga doméstica transportada acumula redução de 7,44% em relação ao mesmo período de 2015, atingindo 261,8 mil toneladas.
As companhias aéreas brasileiras registraram em outubro deste ano um avanço de 2,65% na demanda por transporte internacional de passageiros em relação ao mesmo mês de 2015, informou a Anac - com esse resultado, foi interrompida a sequência de sete meses seguidos de queda no indicador. No acumulado de janeiro a outubro, a demanda internacional cai 1,66% em relação ao mesmo período de 2015.
Já a oferta internacional de transporte de passageiros diminuiu 2,88% em outubro na comparação anual, marcando oito meses seguidos de retração do índice. No acumulado dos dez primeiros meses de 2016, a oferta internacional sofre redução de 4,1%.
A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos internacionais de passageiros operados por empresas brasileiras foi de 87,1% em outubro, o que corresponde a um aumento de 4,7 pontos porcentuais (p.p.) ante os 82,4% verificados no mesmo mês de 2015. No período de janeiro a outubro deste ano, o aproveitamento internacional chega a 83,6%, ante 81,5% no mesmo intervalo do ano passado.
O número de passageiros pagos transportados por empresas brasileiras no mercado internacional em outubro de 2016 atingiu 656,1 mil - na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou alta de 5,82%. No ano, foram transportados 6,2 milhões de passageiros no mercado internacional, um avanço de 1,88% na comparação anual.
O mercado de voos internacionais operado por empresas brasileiras é atendido basicamente por Latam, Gol e Azul, sendo que, em outubro, a Latam respondeu pela maior fatia, de 79,9%. A Gol, por sua vez, ficou com 10,8% do market share de voos internacionais em outubro, enquanto a Azul registrou 9,2% de participação. A Avianca Brasil respondeu por apenas 0,1% do mercado internacional.

Bndes vai detalhar condições de crédito para leilão de aeroportos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) divulgará nesta sexta-feira a carta ao mercado com o detalhamento das condições de crédito para os vencedores do leilão de concessão dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), afirmou hoje a diretora de Infraestrutura da instituição de fomento, Marilene Ramos. Os detalhes incluirão regras de governança sobre partes relacionadas, já que construtoras poderão fazer parte dos consórcios.
Na quarta-feira, a secretaria-executiva do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) informou que o leilão dos quatro terminais está marcado para o dia 16 de março. "Em todos os leilões, divulgaremos a carta com condições, detalhando questões específicas. A carta para os aeroportos, pretendemos divulgar até amanhã", disse Marilene a jornalistas, ao deixar um seminário na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio. Uma das questões específicas é a participação de partes relacionadas nos consórcios. "Como não é proibido que participe do leilão um concessionário que seja também construtor, vamos exigir um certo nível de governança para dar garantia de que isso não afete a concessão", disse Marilene.
Segundo a diretora do Bndes, as regras são baseadas em aprendizado. "Queremos evitar repetir os mesmos erros. Existem no mundo vários investidores que trazem essa característica, mas com governança adequada você controla o efeito perverso disso e fica só com o lado positivo. Muitas vezes, há um construtor que consegue otimizar custos", completou.
No lançamento dos projetos incluídos na primeira fase do PPI, em setembro, o BNDES anunciou condições de crédito adaptadas à nova política operacional do banco de fomento, com menos recursos a taxas subsidiadas. Para os aeroportos, a participação máxima do empréstimo do BNDES no valor total do investimento será de 40%.
Marilene informou que a alavancagem poderá ser ampliada por meio da emissão de debêntures de infraestrutura, que recebem incentivo fiscal caso o projeto tenha aval do governo federal. A emissão poderá ser equivalente ao crédito do BNDES, no valor de 40% do total dos investimentos. Caso não haja demanda do mercado pelos títulos, o BNDES poderá ficar com 50% da emissão, desde que feita antes de as obras ficarem prontas. Outros 50% poderão ficar com um consórcio de bancos liderado pelo Banco do Brasil (BB).
"É um financiamento a mercado. Caso não haja interessados, o BNDES ficará com essas debêntures, mas não é o que imaginamos. Esses projetos, depois que 'performam', se tornam investimentos muito atrativos para o mercado. Só no setor de energia, temos R$ 6 bilhões de debêntures emitidas de 2012 para cá", afirmou Marilene.
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