Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 30 de dezembro de 2016. Atualizado às 10h23.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 30/12/2016. Alterada em 29/12 às 21h14min

Luta de boxe

Atravessar o ano de 2016 foi como ganhar uma luta de boxe resistindo. Os socos não pararam de vir. Do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) à queda sucessiva de ministros, passando pela crise constante no Congresso, delações constantes que ameaçavam a estabilidade política já bastante instável, e a recessão. Mas 2016 foi também um ano diferente. O povo brasileiro resolveu fazer política com as próprias mãos. No começo do ano, mais de 3 milhões de pessoas foram às ruas protestar contra a corrupção e pedir o impeachment da então presidente Dilma. Michel Temer (PMDB) assumiu e se tornou alvo de protestos. Temer conseguiu terminar o ano como o presidente mais impopular da história democrática.
O pior emprego
O ano foi ruim para todo mundo que passou pela presidência. Dilma Rousseff foi punida pelo desprezo que sempre teve pelo Congresso, e Michel Temer foi e continua sendo espancado pela Operação Lava Jato. Seis ministros de Temer caíram em seis meses. O Congresso passou a ter uma única pauta: se proteger. O grande trunfo de Temer, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina um teto ao gasto público, pode ser a última. A velocidade que opera para aprovar as reformas trabalhista e previdenciária talvez seja um sinal de que o governo sabe que o futuro é instável.
Escolas ocupadas
Uma reorganização feita pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) mostrou ao Brasil a nova tática de protestos: a ocupação de escolas. Como eram estudantes protestando pela educação, ficou feia qualquer tentativa de governadores de ir contra. Os protestos começaram no final de 2015 e, quase um ano depois, 995 escolas e institutos federais, 73 campi universitários, três núcleos regionais de Educação, além da Câmara Municipal de Guarulhos, o que totaliza 1.072 locais, foram ocupados por estudantes para protestar contra a PEC que determinou um teto para os gastos universais do governo e a medida provisória que reorganizou o ensino médio. O percentual de estudantes protestando chegou a 10% do total de discentes.
Estados falidos
A situação dos estados chegou ao ponto crítico. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais decretaram calamidade financeira, e o risco de eles quebrarem de vez virou real. As reformas propostas pelos governadores só pioraram a situação ao parar os governos de vez. Servidores públicos fizeram greves e protestos, e todos os indicadores sociais despencaram.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Welbi Maia Brito 30/12/2016 10h33min
Com a paralização das aulas, prejudicaram milhares de outros alunos que não puderam terminar o ano letivo. A "brincadeira" gerou, até agora, um prejuízo R$ 2 milhões, fora os atos de vandalismo. Nenhum deles protestou contra o corte de Dilma de 10% na verba para educação. Prova que os atos tinham motivação política. Queriam apenas colocar a população conta o governador Geraldo Alckmin. E a imprensa ainda os tratam como celebridades.