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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h39.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 27/12/2016. Alterada em 26/12 às 20h56min

Trigo barato

O Brasil produz aproximadamente metade das 11 milhões de toneladas de trigo que consome, e 70% do total é destinado à panificação. Mas poderia produzir além da demanda e começar a exportar. O País importa entre 5 e 6 milhões de toneladas de trigo a cada ano, provenientes principalmente da Argentina, favorecida pelos acordos bilaterais do Mercosul. "Acredito que o Brasil é plenamente capaz de se tornar autossuficiente em trigo. Contamos com tecnologia e área, mas é fundamental o apoio de políticas públicas que assegurem o crescimento desta produção", diz o chefe-geral da Embrapa Trigo, Sergio Dotto. Enquanto isso não acontece, os produtores sofrem com a concorrência do produto importado e das quedas sucessivas do preço da commodity. O quilo do trigo está abaixo do preço mínimo fixado pelo governo, de R$ 0,64. O Ministério da Agricultura lançou dois programas para subvencionar o produtor: o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e o Prêmio para Escoamento do Produto (PEP) para apoiar a comercialização de trigo da safra 2016/2017. Mas a proposta não surtiu efeito e decepcionou os triticultores.
Subsídio não chega
Mas deputados reclamam que os dois subsídios não estão chegando ao agricultor e cobram do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, outra solução. "O recurso não está chegando aonde tem que chegar. Então, vamos trocar esse mecanismo e usar um mecanismo que possa dar recurso para todos os produtores", disse o deputado Luis Carlos Heinze (PP). "Precisamos arrumar um recurso que possa dar uma injeção na veia. Se nós arrumarmos R$ 5,00 por saco de trigo, que se pague direto aos produtores. Nós vamos beneficiar 50% do trigo colhido entre Rio Grande do Sul e Paraná. Então nós precisamos arrumar esses recursos. Já estamos trabalhando com esta nova metodologia, porque não adianta: da forma como está, os produtores não conseguem R$ 28,00, R$ 30,00 por saco, ainda tem muita gente que não compra. E, neste momento, continua entrando trigo da Argentina e do Paraguai, concorrendo com trigo brasileiro, apesar de o Paraná ter começado a colher em setembro e o Rio Grande do Sul, em outubro/novembro. Nós ainda continuamos a trazer trigo do Uruguai, da Argentina e do Paraguai", explicou. "São 100 mil produtores para beneficiar 15 a 20 moinhos que estão importando trigo da Argentina ou do Paraguai. A quem eles prejudicam? A milhares de famílias que estão trabalhando", concluiu.
Leilões sem efeito
O deputado Covatti Filho (PP) se reuniu com secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, para discutir a cadeia produtiva do trigo. "Até agora, os leilões (Pepro e PEP) não surtiram efeito, por isso apresentei algumas medidas que possam dar um fôlego aos triticultores, que têm enfrentado muita lentidão na comercialização do grão", disse, sugerindo à pasta que prorrogue as parcelas de custeio de trigo da safra 2016/2017. "Sugerimos o encontro entre as partes no início de janeiro - possibilitando a construção de mecanismos que venham atender à real necessidade dos arrematantes e dos produtores rurais", comentou.
 
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