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Porto Alegre, domingo, 25 de dezembro de 2016. Atualizado às 21h27.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Com a palavra

Notícia da edição impressa de 26/12/2016. Alterada em 25/12 às 19h42min

Bibi foca a experiência de compra

Marlin Kohlrausch é presidente da Bibi Calçados

Marlin Kohlrausch é presidente da Bibi Calçados


CALÇADOS BIBI /CALÇADOS BIBI/DIVULGAÇÃO/JC
Carolina Hickmann
Após um ano economicamente atípico em nível nacional e internacional, o balanço realizado pela Bibi Calçados é positivo. A empresa, fundada em 1949, teve crescimento de 6% em exportações neste ano e está presente em 65 países dos cinco continentes. Para 2017, a projeção é atingir 75 países.
No Brasil, são mais de 3,5 mil pontos de vendas multimarcas e uma rede de franquias com mais de 85 lojas, além do e-commerce. A experiência de compra dos calçados Bibi é referência no País, destacando a marca como omnichannel, ou seja, oferece ao consumidor opções em diversos canais de compras, que podem até mesmo cruzar experiência em ambientes físicos e virtuais.
Cerca de 2,3 milhões de pares de calçados foram produzidos e comercializados neste ano. Com fábricas em Parobé (RS) e Cruz das Almas (BA), em 2017 o número deve ser de 2,6 milhões.
O presidente da marca, Marlin Kohlrausch, acredita na inovação como o único caminho para as empresas. "Uma definição bem simples sobre isso é ver o que todo mundo vê, mas pensar o que ninguém pensou", explica. Este pensamento foi tomado como norte pelo presidente, que está à frente da Bibi Calçados há mais de 35 anos.
JC Empresas & Negócios - Quais são as estratégias adotadas para o bom rendimento mesmo em um ano de crise econômica?
Marlin Kohlrausch - Por toda a sua história, a Bibi trabalha com estratégias de longo prazo. A empresa tem lojas próprias e também franquias. Encerramos o ano com 87 lojas no total, que hoje representam cerca de 30% de nosso faturamento. As exportações giram em torno de 27% do negócio. O restante fica a cargo do mercado multimarcas. Essa é a estratégia que adotamos, sempre com marca e design próprio para mais de 65 países, inclusive para a Ásia. Exportamos até mesmo para a China. Mantemos isso ao longo dos anos, não é algo para 2017, e assim continuará.
Empresas & Negócios - Como ficaram as exportações?
Kohlrausch - Tivemos um pequeno acréscimo das exportações em 2016, algo em torno de 6%. O mercado internacional não tem sido fácil, na verdade. É mais um processo que se constrói no longo prazo. Nos últimos 20 anos, montamos uma estratégia de exportar somente com marca e design próprios para os países que atendemos. Para o ano que vem, esperamos chegar aos 70 ou 75 países com a marca própria; neste ano, fecharemos com 65.
Empresas & Negócios - Com a situação atual da moeda brasileira, como estão as franquias?
Kohlrausch - Fazemos parte de uma marca global de desejos. Em nossa condição de marca, precisamos criar um canal próprio. Há mais de 10 anos, visualizamos essa estratégia. Hoje, estamos com 30% dos nossos negócios com as lojas próprias, uma fatia relevante.
Empresas & Negócios - Qual a sua avaliação da economia do País e como isso atingiu o setor calçadista?
Kohlrausch - Na questão econômica, temos algumas turbulências, mas acredito que vivemos um bom momento no País. O Brasil está sendo passado a limpo. A economia voltará a crescer em 2017, juntamente com o PIB. A crise afetou a todos, não somente o setor calçadista. Se não houver a busca por diferenciações, você estará enquadrado nisso. Foi a pior recessão dos últimos 115 anos. O grande caminho para as empresas é inovação. Uma definição bem simples sobre isso é ver o que todo mundo vê, mas pensar o que ninguém pensou.
Empresas & Negócios - A Bibi é tida como referência em omnichannel. Como isso foi construído?
Kohlrausch - A Bibi vem trabalhando dentro do conceito omnichannel há bastante tempo. Atualmente, caminhamos para que nosso mundo seja majoritariamente virtual. Com isso, investimos fortemente no digital. 
Empresas & Negócios - De que maneira isso compõe o diferencial da empresa?
Kohlrausch - O ominichannel faz o produto estar alinhado com toda a comunicação. A experiência de compra é igual em uma loja própria, em uma multimarca ou em um e-commerce. É um diferencial fortíssimo que agrada não só a quem consome, mas também o lojista e a todos os elos da cadeia. Trabalharemos nessa linha constantemente. Este é um processo longo. Cada vez mais, aperfeiçoamos nossos canais de marca, seja por treinamento ou padronização entre outras características que fazem parte do omnichannel.
Empresas & Negócios - De que outras maneiras a Bibi se diferencia?
Kohlrausch - Uma de nossas preocupações é a estratégia de omnichannel. A outra é a diferenciação. A Bibi vem fazendo coisas muito singulares. Dentro dessas distinções, está a inovação, processo forte que conecta toda a empresa. Nossos 1,5 mil colaboradores e mais as 500 pessoas envolvidas em lojas, vendedores espalhados Brasil afora, estão constantemente opinando e trazendo ideias sobre marketing, produto, recursos humanos e assim por diante. Buscamos o engajamento das 2 mil pessoas que trabalham em toda a organização.
Empresas & Negócios - Para o ano que vem, quais são as metas da empresa?
Kohlrausch - Para o próximo ano, esperamos crescer algo em torno de 10% a 15%. O projeto é ampliar para 110 lojas, crescer nos varejos qualificados, que são boutiques espalhadas pelo Brasil com a nossa marca, e ampliar as exportações. O omnichannel também é permanente, cada vez mais caminharemos para a integração com o mundo digital.
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