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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de novembro de 2016. Atualizado às 08h13.

Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

Notícia da edição impressa de 25/11/2016. Alterada em 25/11 às 09h18min

Calero cita Temer durante depoimento sobre Geddel

Marcelo Calero defendeu parecer técnico do Iphan na Polícia Federal

Marcelo Calero defendeu parecer técnico do Iphan na Polícia Federal


Fredy Vieira/JC
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero disse, em depoimento à Polícia Federal, que o presidente Michel Temer (PMDB) o "enquadrou" para tentar buscar uma saída para o impasse na liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador (BA), onde o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), comprou um apartamento.
Na semana passada, ao deixar o cargo, Calero acusou Geddel de "pressioná-lo" para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) liberasse a construção.
O depoimento foi encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à Procuradoria-Geral da República, que está analisando as informações prestadas à PF para decidir se é necessário solicitar a abertura de investigação formal ou se o caso deve ser arquivado. No despacho em que encaminhou o depoimento, a PF pede a abertura de inquérito para apurar o caso.
Aos policiais, Calero disse que o presidente Temer o pressionou para que construísse uma saída no episódio do processo da obra embargada encaminhando o caso à Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo Calero, Temer disse a ele que a decisão do Iphan, barrando a construção do prédio, havia criado "dificuldades operacionais" em seu gabinete, já que Geddel se encontrava "bastante irritado". Calero afirmou à PF que a conversa com Temer ocorreu no Palácio do Planalto no dia 17, véspera de seu pedido de demissão. Ainda segundo o ex-ministro, o presidente lhe disse que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão.
A transcrição do depoimento à PF descreve que "na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado 'dificuldades operacionais' em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU, porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução".
O ex-ministro contou ter ficado surpreso porque um dia antes, em jantar no Palácio da Alvorada, Temer disse a ele para ficar tranquilo porque, caso Geddel o procurasse, afirmaria que não seria possível atender ao seu pedido por razões técnicas.
No outro dia, porém, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), telefonou para Calero, de acordo com o depoimento. Padilha perguntou como Geddel poderia recorrer da decisão do Iphan. O então ministro explicou, então, como funcionavam os recursos administrativos. Em nota, Padilha, admitiu ter procurado o ex-ministro da Cultura para tratar do edifício em Salvador.
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