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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de novembro de 2016. Atualizado às 15h58.

Jornal do Comércio

Política

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Relações internacionais

Alterada em 21/11 às 17h00min

'Queremos um Mercosul mais integrado e solidário para nossa gente', diz Tabaré

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, conclamou os países membros do Mercosul para se unir ao redor de compromissos que levem a maior integração do bloco. "Queremos um Mercosul mais integrado e solidário para a nossa gente", disse Vázquez em palestra que proferiu durante almoço promovido em São Paulo pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) na qual convidou empresários brasileiros a investirem em projetos e empreendimentos uruguaios, especialmente de infraestrutura.
Vázquez disse que seu País reconhece a posição do Brasil, um país 45 vezes maior que o Uruguai, e também reconhece a Argentina, que é 15 vezes maior. Disse que entende o comércio e troca de investimentos entre as duas maiores economias do bloco, mas que o Uruguai tem condições e está preparado para fazer negócios com o investidor brasileiro.
Ele disse que o Uruguai é um país político e economicamente estável, cujo PIB vem crescendo por cinco anos consecutivos e oferece segurança jurídica aos investimentos. "Mantemos o rating BBB da Standard & Poor's (S&P), deixamos de ser importador de energia e passamos a exportador e 90% da energia produzida no Uruguai hoje vem de fontes renováveis", disse o presidente uruguaio.
Ainda de acordo com ele, o Uruguai está se tornando em um grande exportador de serviços inteligentes.
Perguntado sobre o que irá acontecer com a Venezuela no Mercosul, Tabaré Vázquez disse que os quatro países fundadores do bloco - Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - estão solicitando à Venezuela que internalize no país os acordos firmados no âmbito do Mercosul. De acordo com o presidente Uruguaio, se o governo venezuelano colocar em prática os acordos, irá participar do bloco como participam os membros fundadores.
Sobre a eleição do magnata Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e seus impactos na economia uruguaia, Vázquez disse que não se pode levar a sério o que o presidente eleito disse durante a campanha. Para o mandatário uruguaio, muito do que foi feito de promessas durante a campanha eleitoral de Trump não será colocado em prática por objeção dos demais poderes da República Norte-americana.
"O que foi falado durante a campanha eleitoral de Trump não pode ser levado a sério. Quando se assume a Presidência, a realidade é completamente outra", disse, acrescentando que o Uruguai vai esperar para ver se Trump vai mesmo adotar uma política comercial protecionista.
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