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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de novembro de 2016. Atualizado às 21h59.

Jornal do Comércio

Política

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Oposição

Notícia da edição impressa de 18/11/2016. Alterada em 17/11 às 23h17min

Dilma diz que agenda neoliberal motivou o impeachment

Ex-presidente foi a encontro de arquitetos e urbanistas em Porto Alegre

Ex-presidente foi a encontro de arquitetos e urbanistas em Porto Alegre


RAFAEL ATZ/FNA/DIVULGAÇÃO/JC
Marcus Meneghetti
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sustentou ontem, durante o 40º Encontro Nacional de Arquitetos de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (Ensa), que o impeachment não foi apenas para barrar as investigações da Operação Lava Jato, mas também para implementar uma agenda neoliberal no Brasil. O evento foi a primeiro, em Porto Alegre, do qual a ex-presidente participou após a cassação de seu mandato.
Depois de ser ovacionada pela plateia que ocupava o auditório da Federação Gaúcha de Futebol, composta principalmente por arquitetos, urbanistas e estudantes da área (inclusive os que participam da ocupação da Ufrgs contra a PEC do Teto de Gastos) - "Dilma guerreira, mulher brasileira!" - a ex-chefe do Executivo federal analisou a motivação do processo que culminou no afastamento da presidência da República.
"A raiz do golpe não é só estancar a Lava Jato, como disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), mas principalmente implantar o neoliberalismo no Brasil, cuja implantação no Brasil foi incompleta, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 2005-2012)", analisou.
Segundo Dilma, ao contrário do que aconteceu na Argentina e no Chile, por exemplo, a implementação da agenda neoliberal manteve sob o comando do Estado algumas empresas públicas como a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Além disso, também foi mantida a base dos direitos trabalhistas, consagrada por Getúlio Vargas (PTB).
No governo do presidente Michel Temer (PMDB), a implementação de medidas relacionadas ao neoliberalismo deve ocorrer através da Pec do Teto de Gastos (Pec 241 na Câmara dos Deputados, e Pec 55 no Senado) e das reformas da previdência e das leis trabalhistas.
"É difícil para a população entender o quanto vão perder com esta Pec, ao longo de 20 anos. Só em Saúde, por exemplo, o orçamento vai diminuir cerca de 45% nesse período. O salário-mínimo passará a R$ 400. A PEC não trava os gastos do governo com pagamento de juros, só com despesas com serviços públicos", criticou.
Ao abordar a reforma da previdência, Dilma reconheceu que é necessária, pois a população brasileira tem envelhecido. "Mas tem que ser amplamente discutida, não da forma como está sendo feita", falou. Quanto à reforma das leis trabalhistas, disse que "ainda não sabemos exatamente o que o atual governo pretende. Mas, uma vez que os sindicatos tem pouca força para negociar, há o risco de perder direitos".
A ex-presidente avaliou ainda que a agenda neoliberal frequentemente se choca com o próprio sistema democrático. Para explicar o seu ponto de vista, voltou à PEC do Teto de Gastos. "Se a PEC for aprovada, os investimentos em todas as áreas importantes ficam reduzidos à correção pela inflação. Não importa quem for eleito (à presidência da República), porque o orçamento já estaria definido. Nesse sentido, a PEC entra em conflito com o próprio processo democrático", avaliou.
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Comentários
Marquezotti 18/11/2016 20h52min
Cara sra ex - PresidentanQualquer coisa que se crie ou se reinvente é MUITO , mas MUITO melhor que o seu LIXO de programa.nSe é que se pode chamar aquilo de programa !!!nFora PT e seus abortos , LGBT e família de mentira.nFora PT e sua politica da ESMOLA !!!nFora PT e o MST junto na mesma mala !!!nFora PT para nunca mais voltar.n