Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 16 de novembro de 2016. Atualizado às 20h10.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Protestos

16/11/2016 - 20h50min. Alterada em 16/11 às 21h12min

Alunos protestam contra as ocupações na Ufrgs em Porto Alegre

Alberi Neto
Alunos contrários as ocupações iniciadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) protestaram hoje (16) em frente a reitoria da instituição, na região central de Porto Alegre. Aproximadamente cem pessoas estiveram no ato. Os estudantes contrários vieram de praticamente todos os cursos, segundo os organizadores do evento. “Nosso protesto é pacífico, feito para estudantes que querem apenas estudar, contra essas ocupações ilegais que ferem as diretrizes da universidade”, afirmou Eduarda Silveira, estudante de Políticas Públicas e uma das organizadoras.
Os responsáveis pelo ato anti-ocupação organizaram ainda um “coxinhaço” – em uma churrasqueira assaram pedaços de frango, numa sátira as manifestações que grupos de esquerda fizeram no ano passado.
A estudante de Engenharia da Computação Laís Karsburg explicou que o principal motivo da manifestação se deve ao fato das ocupações “serem ilegais”. “Somos a favor de qualquer tipo de manifestação, desde que ela não interfira nos direitos do próximo. Essas ocupações estão tirando o direito de outros alunos estudarem”, aponta Laís.
Alguns alunos que apoiam as ocupações vieram até o espaço onde ocorria a outra manifestação e os dois grupos iniciaram uma troca de gritos, cantos e palavras de ordem. Enquanto os contrários ao movimento de ocupação gritavam “é invasão”, “acabou a mortadela” e “queremos estudar”, o outro lado respondia com “contra a PEC” e “vamos ocupar”. Os contrários as ocupações carregavam faixas com frases como “CPI da UNE já”, “queremos ter aula”, “não a invasão” e “quero estudar”.
O líder nacional do Movimento Brasil Libre (MBL) Kim Kataguiri compareceu a manifestação. Ele estava acompanhado da coordenadora estadual do MBL, Paula Cassol, e do vereador eleito no pleito de 2016 Ramiro Rosário (PSDB). Kataguiri criticou as ocupações, acusando os movimentos de serem influenciados por partidos políticos. “Esses jovens que ocupam estão sendo utilizados como instrumento político, tirando qualquer caráter estudantil dessas ocupações, que são atos partidários”, comentou o líder do MBL.
Até o momento, cerca de 40 cursos estão com as aulas paralisadas devido as ocupações em todos os campus da Ufrgs. Segundo alunos do curso de medicina, uma assembleia iria decidir hoje pela ocupação ou não do prédio onde são ministradas as aulas dos cursos de saúde, no campus Central. Uma pesquisa feita pelo Portal do Aluno dos estudantes da área da saúde teve reprovação de 77% quanto a ideia de ocupar e paralisar as aulas.
A Faculdade de Engenharia também realizou pesquisa pelo Portal do Aluno, dos 5.145 alunos aptos a votam, participaram 2.448. Destes, 1.736 votaram contra a ocupação e 695 foram favoráveis ao movimento. Os demais votos foram nulos e brancos. A pesquisa ainda questionou os estudante sobre o apoio ou não a PEC 241/55. Nesse cenário, 1.450 votaram contra a Proposta de Emenda Constitucional e 777 a favor.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia