Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 13 de novembro de 2016. Atualizado às 14h44.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Governo federal

08/11/2016 - 12h43min. Alterada em 08/11 às 15h39min

Temer critica ocupações e sugere que alunos nem sabem o que é uma PEC

Presidente disse que manifestantes usam "argumento físico" em vez do "intelectual ou verbal"

Presidente disse que manifestantes usam "argumento físico" em vez do "intelectual ou verbal"


JOSÉ CRUZ/Agência Brasil/JC
Folhapress
O presidente Michel Temer criticou nesta terça-feira (8) o movimento de ocupações de escolas públicas contra a reforma do ensino médio, que prevê a flexibilização do percurso do estudante. O movimento, que chega a 176 campi de universidades, segundo a página Ocupa Tudo, no Facebook, também é contra as propostas de emenda constitucional para limitar gastos, que tramitam no Congresso Nacional e foram enviadas por Temer.
Nesta sexta-feira (11), está marcado o ato Dia Nacional de Parar Tudo e Ir pra Rua convocado para todo o Brasil. Dia 29 de novembro está sendo chamado outro ato, o Ocupar Brasília, mesmo dia em que é prevista a votação em 1º turno da PEC 55, nome que ganhou a PEC 241, aprovada na Câmara e primeiro texto enviado pelo governo federal à Casa. 
Em discurso a uma plateia de empresários e executivos, o peemedebista afirmou que as pessoas precisam aprender a respeitar as instituições e que, ao ocupar prédios públicos, utilizam o argumento físico em vez do intelectual ou verbal.
"Nós precisamos aprender no país a respeitar as instituições e o que menos se faz hoje é respeitar as instituições. Isso cria problemas e o direito existe exatamente para regular as relações sociais. Hoje, ao invés do argumento intelectual e verbal, usa-se o argumento físico. Vai e ocupa não sei o quê e bota pneu velho em estrada para impedir trânsito", disse.
O peemedebista ainda ironizou o desconhecimento sobre a proposta elaborada pelo governo federal que altera o modelo de educação aplicado na etapa do ensino básico. "(Pergunto) você sabe o que é uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional)? É uma Proposta de Ensino Comercial. Estou dando um exemplo geral de que as pessoas debatem sem discutir ou ler o texto", disse.
Segundo o peemedebista, a reformulação no ensino médio é discutida há bastante tempo e não tem como objetivo prejudicar os alunos de ensino público. Para ele, não é possível que um estudante, por exemplo, não saiba falar corretamente o português ou regras básicas da matemática. "O que a medida provisória do governo federal faz é agilizar o debate relativo ao ensino médio no País." 
O presidente participou nesta terça-feira (8) do seminário Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, promovido pelo jornal "Valor Econômico" e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Em conversas reservadas, o presidente tem demonstrado preocupação com o clima de animosidade, sobretudo contra o governo federal. Nas palavras de um assessor presidencial, os protestos vinham perdendo força desde o desfecho do processo de impeachment, mas voltaram a ganhar fôlego com o movimento de ocupação de escolas e universidades.
No mês passado, o presidente ironizou também uma manifestação realizada em frente ao Palácio do Planalto contra a flexibilização de direitos trabalhistas. Em discurso a uma plateia de empresários e comerciantes, o peemedebista afirmou que aqueles que protestavam com vuvuzelas "aplaudem este grande momento do governo federal" e sugeriu que fossem oferecidos empregos aos manifestantes que estivessem desempregados.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Simone 13/11/2016 00h28min
Nem ele mesmo sabe