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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de novembro de 2016. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 30/11/2016. Alterada em 29/11 às 23h28min

Somos reféns da polarização?

Montserrat Martins
"Numa guerra, a primeira vítima é a verdade", já disse Ésquilo, o grego - e isso também vale para as redes sociais. Um ministro se demite acusando outro, vários já saíram, e outros são investigados na Lava Jato: esse governo estar envolvido em denúncias de corrupção significa que o governo anterior está absolvido? Nas redes sociais, parece que somos forçados a tomar partido acusando um lado e defendendo o outro, como se fôssemos obrigados a nos definir como "direita" ou "esquerda". Por que não podemos ser apenas a favor da democracia, da civilidade e do "espírito republicano"? De zelar pela "res publica", a coisa pública? E, afinal, o que distingue esses dois polos? Por um lado, um Congresso conservador e corporativista, que resiste à Lava Jato e deseja criminalizar o Judiciário, criando leis para tolher a ação de juízes e promotores. Por outro lado, o governo "impichado" pelo Congresso e que se diz vítima dessa mesma Lava Jato e do Judiciário brasileiro. Os dois lados, portanto, têm "inimigos" em comum: Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal. Ao apoiarmos as instituições, ao invés dos governos ou congressistas, subvertemos a guerra "ideológica" na qual querem nos envolver e a substituímos por outra, a da civilidade versus corrupção. Civilidade será apoiar as investigações rigorosas contra os políticos de todos os partidos, não só os de "esquerda" nem só os de "direita". Pois, infelizmente, a corrupção é "ambidestra", praticada tanto pela esquerda quanto pela direita.
Chega de ingenuidade, não cedamos aos apelos a ideologias nas quais "os fins que justificam os meios", em que para combater um "mal maior" estaríamos "perdoando" seus deslizes. Fiquemos do lado da sociedade e das instituições contra os maus políticos, seja de que ideologia forem, seja quantos forem.
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