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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de novembro de 2016. Atualizado às 22h03.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 22/11/2016. Alterada em 21/11 às 20h40min

Estado erga-se entre todas dificuldades

Novamente, o Rio Grande tem turbulência econômico-financeira. No rastro dela, como no governo federal, o embate político. A irresponsabilidade fiscal - uma característica latino-americana em geral - talvez com a exceção do Chile hoje em dia - cobra um alto preço que está sendo pago. Para resolver o problema, a velha e surrada fórmula e quase sempre com resultados contraditórios, ou seja, primeiro, o aumento de impostos. Aconteceu antes, há poucos anos, como há várias décadas. A história gaúcha é farta em episódios onde o embate e o entrevero político, normais na existência das sociedades humanas descambam para uma herança de ódios e radicalismos.
O fato é que o Brasil, Rio Grande do Sul no meio, caminha para a fase de necessidade de soluções concretas, sem mais achismos disso e daquilo. Entende-se que quase tudo que governador José Ivo Sartori (PMDB) anunciou, tem uma boa dose de aversão, antipatia, especialmente em termos de corporações de servidores. No entanto, até hoje e temos quase dois anos de problemas financeiros, ninguém apresentou qualquer tipo de solução.
Em nível federal, há o temor de que a lua de mel do governo com os investidores estaria acabando. Por isso, os governos federal e estadual têm que acelerar o ritmo das reformas estruturantes. Claro que abrir muitas frentes de batalha traz um risco de não ficar com nada mas também não podem perder aquele sentido de urgência.
O governador José Ivo Sartori enviou à Assembleia Legislativa um pacote de medidas para enxugar os gastos. Claro, não só haverá controvérsias sobre esta ou aquela decisão, especialmente quanto à extinção de órgãos públicos, como da efetiva necessidade do fechamento.
No entanto, vamos reconhecer, no Rio Grande do Sul a tendência para logo qualquer situação virar um jogo entre rivais irreconciliáveis é uma aborrecida rotina. Governo e oposição raramente convergem, ainda que os interesses do Estado estejam em jogo. Planejamento é algo que se altera não só ao sabor dos ventos, mas, e fundamentalmente, quando muda a grei partidária que assume o poder e, consequentemente, vai para a oposição aquela que, pouco antes, era governo. Os últimos governadores, com algumas nuances diferentes, mas mantendo a essência do conflito, passaram por isso. Os adversários políticos logo se tornam inimigos figadais, irreconciliáveis.
A escolha entre criar, viver e a morte e a destruição é a decisão básica sobre a ética. Decisão entre a produtividade e a destrutividade, entre a potência e a impotência, entre a virtude e o vício.
Vamos dar um adeus às armas, que elas já derrubaram demais a autoestima gaúcha. Não que se abra mão de saber a verdade, toda a verdade, mas através das vias competentes e, o melhor, com a Justiça dando a palavra final.
A partir de hoje, o assunto estará entregue aos representantes do povo gaúcho na Assembleia Legislativa. Cabe a eles, com todo o senso de responsabilidade que têm, verificar o que é bom, ou não, para as finanças do Estado. Mas sem descurar dos legítimos interesses do funcionalismo.
O fato é que o Estado chegou em um ponto irreversível de penúria financeira e não adianta fazer greve para que o pagamento não seja mais parcelado. O que interessa agora, mais do que nunca, é buscar soluções viáveis para o gravíssimo problema que vivemos. Até dezembro, ou encontramos a solução ou o Rio Grande do Sul soçobrará em meio à falência do Tesouro. E de todos nós.
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