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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de novembro de 2016. Atualizado às 23h09.

Jornal do Comércio

Internacional

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Imigração

Notícia da edição impressa de 18/11/2016. Alterada em 17/11 às 20h51min

Mortes no Mediterrâneo chegam a 4,6 mil

De acordo com a OIM, mais de 341 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo neste ano

De acordo com a OIM, mais de 341 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo neste ano


ANDREAS SOLARO/AFP/JC
O número de imigrantes e refugiados que morreram afogados ou desapareceram ao tentar cruzar o Mar Mediterrâneo em busca de asilo na Europa atingiu um recorde em 2016. O naufrágio de quatro embarcações desde terça-feira vitimou 340 pessoas, elevando o número de mortes desde janeiro para mais de 4.600, segundo números da Organização Internacional para Imigrações (OIM). Em 2015, foram 3.771 mortes no Mediterrâneo, um recorde até então.
A OIM afirmou nesta quinta-feira que o número de mortos cresce na medida em que traficantes de pessoas tentam realizar travessias apesar das más condições de viagem registradas durante o inverno. "O que choca é a crueldade", disse Flavio Di Giacomo, porta-voz da OIM na Itália. "Os traficantes forçam as pessoas, a partir apesar das condições impeditivas do mar. Quando chegam à praia, as que não querem ir são forçadas a embarcar, até com violência."
Di Giacomo ressaltou que os traficantes de pessoas não se importam se os imigrantes sobreviverão à viagem. "Quando você paga, não pode desistir."
Em vários naufrágios no Mediterrâneo, é impossível recuperar os corpos da maioria dos afogados, sendo necessário, para contabilizar os mortos, amparar-se em relatos de sobreviventes sobre a quantidade de ocupantes de cada embarcação. Segundo a OIM, mais de 341 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mediterrâneo em busca de asilo em 2016, até 13 de novembro. A maioria desembarca na Grécia e na Itália.
Em 2015, mais de um milhão de pessoas realizaram o mesmo trajeto. A grande queda no número de travessias se deve a uma fiscalização mais rigorosa e a um acordo firmado em março entre a União Europeia e a Turquia para frear o fluxo migratório. A maioria das pessoas que buscam asilo na Europa foge de conflitos armados e crises humanitárias na África e no Oriente Médio.
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