Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 25 de novembro de 2016. Atualizado às 14h03.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Limpeza Urbana

Notícia da edição impressa de 25/11/2016. Alterada em 25/11 às 15h06min

Para DMLU, operação do MP foi 'desnecessária'

André Carús defende que não houve demora na aplicação de medidas

André Carús defende que não houve demora na aplicação de medidas


MARCO QUINTANA/JC
Suzy Scarton
Em resposta à operação de busca e apreensão de documentos realizada na sede do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre (DMLU) na manhã desta quinta-feira pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, o diretor-geral do órgão, André Carús, concedeu uma coletiva de imprensa para esclarecer medidas que foram tomadas pelo departamento no que diz respeito à fraude. Para ele, a maneira como foi conduzida a ação pelo órgão foi "desnecessária".
O MP-RS investiga uma denúncia de que a empresa terceirizada Belém Ambiental Meio Ambiente misturava restos de obras, como caliça, entulho e terra, ao material coletado na Capital, uma vez que o pagamento da empresa é feito pelo peso da carga. O DMLU afirma ter recebido a denúncia de que isso vinha ocorrendo em meados de junho e que notificou a empresa. "Aplicamos uma glosa de cerca de R$ 163 mil reais, que serão abatidos da fatura do mês de dezembro, referentes a essas 700 toneladas de lixo irregular. Não houve leniência nem demora na apuração da denúncia", defende Carús. No entanto, o diretor-geral afirma que o contrato de 60 meses, que completa um ano em dezembro, será rescindido apenas se uma nova irregularidade vier a ocorrer.
Outra questão debatida foi o envolvimento da Cootravipa, cooperativa que realiza a limpeza da cidade. Depois do temporal de 29 de janeiro, a empresa foi contratada para serviços adicionais, mas o DMLU constatou irregularidades na cobrança de cerca de R$ 289 mil. Depois de apuração, o departamento não autorizou o pagamento à empresa. O contrato com a Cootravipa vence em fevereiro de 2017 e um novo edital para pregão eletrônico está em processo de finalização na Secretaria Municipal da Fazenda. Quanto à denúncia de que a Cootravipa estaria utilizando menos trabalhadores do que o estabelecido em contrato para realizar a limpeza municipal, o o órgão abriu uma sindicância e aguarda manifestação da empresa.
Carús se mostrou insatisfeito com a forma como a investigação foi feita. "Foram fatos com base em medidas adotadas pelo DMLU para preservar o erário e os recursos públicos. Entendo como desnecessária a maneira como a ação foi conduzida", lamenta. O diretor reiterou que as fraudes investigadas foram constatadas pelo próprio departamento.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia