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Porto Alegre, terça-feira, 08 de novembro de 2016. Atualizado às 10h37.

Jornal do Comércio

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Saúde

08/11/2016 - 11h39min. Alterada em 08/11 às 11h40min

TRT vai mediar impasse que pode parar hospitais em Porto alegre

Presidente do Simers diz que a paralisação ocorrerá por intransigência dos hospitais em Porto Alegre

Presidente do Simers diz que a paralisação ocorrerá por intransigência dos hospitais em Porto Alegre


JOÃO MATTOS/Simers/Divulgação
Uma audiência a partir das 14h desta terça-feira (8), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, em Porto Alegre, busca uma solução para o impasse na negociação entre médicos e demais trabalhadores da saúde e o Sindicato de Hospitais e Clínicas da Capital (Sindihospa). As categorias (entre médicos, enfermeiros e técnicos, farmacêuticos, assistentes sociais, entre outros) marcaram paralisação nesta quarta (9) e quinta-feira (10).
Os setores pressionam por reposição da inflação acumulada de 12 meses. A data-base foi julho. "É um caminho (audiência no TRT) para tentar evitar a paralisação e mostrar a nossa sensibilidade em buscar um acordo", ressaltou o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (8). O vice-presidente do TRT4, João Pedro Silvestrin, conduzirá a audiência. 
Os estabelecimentos abrangidos pela negociação e que serão atingidos pela paralisação somam 60% dos leitos totais de internação e 66% das vagas do SUS na Capital, informou o Simers. Na Região Metropolitana, a fatia é de 40%. Grandes hospitais como os do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e Clínicas serão atingidos.
"Só estamos fazendo isso porque estamos sendo empurrados pelo Sindihospa. Vamos parar, com muita dor. É desagradável chegarmos a esse ponto", declarou Argollo. Desde julho, data-base do setor, busca-se a reposição da inflação acumulada, mas o sindicato patronal oferece pouco mais da metade do índice. A reposição da inflação anual soma 9,5%. O Sindihospa sequer acenou com a garantia da aplicação integral do INPC para revisão de 2017, destacou Argollo. Até agora, a oferta foi de 5% de reajuste escalonado.
A definição sobre fazer a paralisação foi tomada há duas semanas em plenária unificada de todas as categorias. "É uma mobilização histórica, por unir todos os segmentos", observou o dirigente. Os médicos confirmaram a decisão em assembleia na quinta-feira passada (3/11). Os hospitais somam 5,4 mil médicos, 41,% do total de profissionais da área atuando na Capital.
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