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Porto Alegre, sábado, 05 de novembro de 2016. Atualizado às 15h00.

Jornal do Comércio

Geral

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Educação

Alterada em 05/11 às 16h05min

Enem não foi aplicado para 271 mil estudantes em 405 escolas ocupadas

Prova foi adiada em diversos estabelecimentos, entre eles alguns prédios da UNB, em Brasília

Prova foi adiada em diversos estabelecimentos, entre eles alguns prédios da UNB, em Brasília


Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/JC
Agência Brasil
Após a ocupação de 41 novas escolas de ontem para hoje (5), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi adiado para 271.033 candidatos. Os estudantes que fariam o exame neste fim de semana em 405 locais de diferentes estados, devem agora se preparar para a aplicação do exame nos dias 3 e 4 de dezembro.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a aplicação das provas, que começaram às 13h30min, ocorre com tranquilidade. O órgão informou que as provas foram monitoradas pela Polícia Federal e distribuídas em segurança. Na manhã de hoje, oito novos locais tiveram o exame adiado em instituições como as universidades federais de Santa Catarina, do Ceará e do Oeste do Pará.
O adiamento em cima da hora causou confusão no Centro de Ensino Médio Ave Branca, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os estudantes foram avisados de que não haveria prova, mas mesmo assim ela foi aplicada para os poucos que compareceram ao local. Até a tarde de ontem, a lista de escolas ocupadas tinha 364 locais e os estudantes foram avisados por e-mail e mensagem de texto sobre a mudança da data. Ao todo, 8,3 milhões de inscritos estão habilitados para fazer o Enem em mais de 16 mil instituições.
Os estados de Minas Gerais, com 88 ocupações, e do Paraná, com 76 ocupações, têm o maior número de locais de provas ocupados. As ocupações ocorrem em diversos estados do país. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo por meio do movimento. Os alunos são contra a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Eles também criticam a reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso.
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