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Porto Alegre, sexta-feira, 18 de novembro de 2016. Atualizado às 11h35.

Jornal do Comércio

Vinhos e Espumantes 2016

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Tendência

Notícia da edição impressa de 17/11/2016. Alterada em 18/11 às 12h35min

Um brinde possível para todos os momentos

Sommelier Carla Carvalho defende conceito de descomplicar o vinho

Sommelier Carla Carvalho defende conceito de descomplicar o vinho


ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC
Erguer a taça com um bom vinho ou espumante dentro já não precisa, necessariamente, ser um gesto reservado a ocasiões especiais. Brindar com bebidas consideradas refinadas até algum tempo atrás ficou mais fácil - e acessível ao bolso - em 2016. A ampliação da oferta de vinherias e champanherias deixou bebidas de qualidade com rótulos nacionais e importados ao alcance de um número maior de pessoas. Desde o final de 2015, pelo menos quatro novos estabelecimentos foram abertos para proporcionar experiências envolvendo o vinho e os espumantes. Um dos mais recentes é a Champanharia Natalício inaugurada há dois meses no Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. A primeira franquia do estabelecimento na Capital havia sido aberta em dezembro, em um trailer no Paseo Zona Sul. Desde a estética, a intenção era quebrar a associação imediata da bebida a momentos exclusivos.
"Nossa ideia é fazer com que o champanhe seja pulverizado na rotina. Aqui a pessoa vem de bermuda, à tardinha, faz um happy hour. É bem tranquilo, não precisa estar bem arrumado. Quem está passando gosta de tomar uma tacinha, e temos um cardápio que harmoniza com a espumante", explica a proprietária do Natalício no Paseo Zona Sul, Valéria Kapp Freddo.
Enquanto os empresários afirmam ter encontrado aceitação do público para inserir no dia a dia as bebidas anteriormente reservadas a celebrações, a avaliação da Associação Brasileiras de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul (Abrasel-RS) é de que a oportunidade de mercado foi gerada por um trabalho coletivo que inclui a organização da indústria de vinhos e espumantes. Nos últimos anos, o setor tem estimulado o consumo destas bebidas investindo, por exemplo, em equipes e capacitações para divulgar o produto. Estar perto do produtor, no caso dos consumidores gaúchos, também contribui para a consolidação da cultura do vinho.
"Está sendo desmistificada a ideia de que estes produtos são elitizados. São bebidas cujo consumo vem se popularizando", afirma a diretora-executiva da Abrasel-RS, Thais Kapp.
Ela explica por que degustar um bom vinho já não é, necessariamente, uma oportunidade apenas para quem tem mais poder aquisitivo: se antes era necessário comprar a garrafa inteira, hoje é possível ordenar a bebida por dosees. Nos espaços especializados em Porto Alegre, a taça de um bom rótulo custa a partir de R$ 6. A maior parte destes ambientes têm lojas nas quais o cliente pode comprar a um preço mais acessível o vinho que vai acompanhar a refeição, e vice-versa. Quem quer levar para casa a garrafa da bebida experimentada em taça pode passar pela bodega antes de fechar a conta.
Para auxiliar os clientes, o cardápio de refeições e petiscos costuma apresentar sugestões de rótulos que harmonizam com cada prato, além de as equipes de atendimento terem sommeliers _ e, em alguns casos, os próprios proprietários _ à disposição para ajudar na escolha dos clientes. É o caso da Vineria Brasil, inaugurada em dezembro na zona sul de Porto Alegre. O estabelecimento foca em vinícolas menos comerciais, com rótulos exclusivos. As garrafas são selecionados pela proprietária, a sommelier Carla Carvalho, em viagens como a realizada recentemente à Itália. Ali, cada taça custa, em média, entre R$ 17 e R$ 19. Ela acredita que só não se bebe mais vinho no Brasil por falta de incentivo.
"As pessoas tratavam o vinho com muita formalidade, como se fosse privilégio de poucos. É claro que há vinhos para momentos mais sofisticados, mas também há bons rótulos que podem ser consumidos no dia a dia. Em países como Portugal e Itália, os wine bars são comuns, e as pessoas tomam vinho como se fosse cerveja. Seguimos essa linha, com um conceito de descomplicar o vinho", explica Carla, que também serve espumantes em seu estabelecimento.
E programar a visita a um destes estabelecimentos pode exigir menos deslocamento do que o esperado: talvez algum deles esteja no seu entorno. Isso porque a multiplicação das vinherias e champanherias em Porto Alegre também está relacionada à descentralização do consumo e ao fortalecimento do comércio nos bairros.
"As pessoas tendem a não querer mais fazer um trajeto longo, devido à lei seca. Por isso, o consumo fica no próprio bairro ou próximo a ele. E as mulheres têm papel importante na expansão de vinherias e champanherias, pois elas hoje se reúnem hoje em volta da mesa de bar tanto ou mais do que os homens", afirma a diretora-executiva da Abrasel-RS.

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