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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de novembro de 2016. Atualizado às 19h09.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 30/11 às 20h11min

Petróleo fecha em forte alta impulsionado por acordo da Opep

Os preços do petróleo dispararam para o maior patamar em um mês nesta quarta-feira, 30, impulsionados pelo resultado da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), onde o cartel chegou a um acordo para cortar a produção da commodity em 1,2 milhão de barris por dia, em um esforço de dar sustentação aos preços e garantir a influência do cartel no mercado.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para janeiro fechou em alta de 9,30%, a US$ 49,44 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para fevereiro avançou 9,55%, para US$ 51,84. Já o contrato do Brent para janeiro, que venceu hoje, subiu 8,81%, para US$ 50,47. Foi a maior variação diária nos preços de petróleo desde fevereiro.
As expectativas em torno da reunião da Opep fizeram os preços do petróleo apagarem as perdas da sessão anterior e subirem desde o início do dia. As declarações otimistas de membros do cartel fizeram os preços acelerarem antes do início da reunião. Após o anúncio do corte, o petróleo chegou a subir acima de 10%.
O cartel anunciou uma redução de 1,2 milhão de barris por dia (bpd), para 23,5 milhões de bpd, o que representa 1,0% da produção global, de acordo com o ministro do petróleo do Irã, Bijan Zanganeh. Os países esperam que, com o corte, os preços da commodity fiquem entre US$ 55 e US$ 60.
Arábia Saudita e Iraque farão os maiores cortes, com 486 mil bpd e 210 mil bpd, respectivamente. Os Emirados Árabes contribuirão com um corte de 139 mil bpd, enquanto o Kuwait deve cortar 131 mil bpd. Completam a lista Catar (-30 mil bpd), Venezuela (-95 mil bpd), Argélia (-50 mil bpd), Equador (-26 mil bpd), Angola (-87 mil bpd) e Gabão (-9 mil bpd). Líbia e Nigéria ficaram isentos de contribuir para o acordo e o Irã obteve autorização para elevar a produção para 3,9 milhões bpd como compensação pela perda de fatia de mercado após sanções nucleares.
A decisão da Opep foi seguida pela Rússia, que não faz parte do cartel. O ministro de Energia do país, Alexander Novak, afirmou, após a divulgação da Opep, que irá cortar sua própria produção em até 300 mil barris por dia no primeiro semestre de 2017. Uma nova reunião de membros da Opep com a Rússia e outros países que não integram o cartel será realizada em Doha, na próxima semana.
"Este é um bom dia para o mercado de petróleo, para a indústria do petróleo. Após o acordo, os mercados estão se reequilibrando", disse o ministro de energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, após o término da reunião.
Segundo alguns analistas, a produção e a demanda pela commodity entrarão em equilíbrio em 2017, mesmo que os níveis de extração da Opep continuem elevados e os países membros não cumpram com o acordo, como já aconteceu outras vezes. Para garantir que o pacto seja cumprido, Kuwait, Venezuela e Argélia irão monitorar a aderência dos membros do cartel ao que foi decidido na reunião.
Além da reunião da Opep, o Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulgou relatório de estoque da semana encerrada em 25 de novembro. O número de barris de petróleo recuou 884 mil, para 488,145 milhões de barris, ante previsão de alta de 100 mil. Já os estoques de gasolina avançaram 2,097 milhões de barris, para 226,123 milhões, ante expectativa de alta de 1 milhão de barris.
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