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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de novembro de 2016. Atualizado às 17h59.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 30/11 às 19h03min

Acordo da Opep faz ações da Petrobras dispararem quase 10%

Agência O Globo
O acordo para a redução da produção de petróleo faz a cotação da commoditysubir forte nesta quarta-feira e impulsiona as negociações das ações da Petrobras, que sobem quase 10%. Esse é o principal fator para a alta de 1,29% do Ibovespa, aos 62.776 pontos. Já o dólar comercial fechou em queda de 0,26% ante o real, a R$ 3,387.
O dólar comercial operou na contramão do mercado externo. O "dollar index", que mede o comportamento da divisa frente a uma cesta de dez moedas, subia 0,58% próximo ao horário de encerramento dos negócios no Brasil. Segundo Cleber Alessie, operador da corretora H.Commcor, afirmou que a alta do preço do petróleo devido ao acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), beneficiou as moedas de países emergentes que produzem o óleo, como Brasil e Rússia. Com isso, o dólar conseguir ganhar força apenas em relação às moedas fortes, como libra e euro.
"As moedas mais ligadas ao petróleo avançaram. É uma reação ao acordo histórico da Opep. O preço do petróleo influencia os ativos de emergentes. Há também uma reação positiva em relação à aprovação da PEC dos gastos no Senado", avaliou.
Depois de um forte pessimismo na reunião de terça-feira, os integrantes da Opep garantiram hoje um acordo em que a produção diária do petróleo será cortada em 1,2 milhão de barris ao dia. O barril do tipo Brent sobe 8,09%, a US$ 50,13 o barril.
"A Petrobras está muito sensível ao preço do petróleo desde a mudança na política de preços da companhia. E na reunião da Opep já era esperado uma maior pressão da Arábia Saudita para que ocorresse alguma redução na oferta do petróleo. Isso ajuda a valorização das ações e mais que compensam a queda de ontem", disse Luis Gustavo Pereira, analista chefe da Guide Investimentos.
Com isso, as ações preferenciais da Petrobras sobem 9,48%, cotadas a a R$ 16,05, e as ordinárias têm variação positiva de 10%, a R$ 18,37, as maiores altas do índice nesta quarta-feira.
A disparada da Petrobras puxou para cima outros papéis. Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, lembra que há uma forte correlação entre o desempenho das commodities e a Bolsa brasileira, por isso esse otimismo nos negócios desta quarta-feira.
"O mercado está animado dede o início da manhã. A Petrobras sobe bem e o Ibovespa acompanha. É um efeito em cascata que conduz outras empresas para a alta", disse.
O setor bancário, o de maior peso no Ibovespa, também sobe forte. As preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco registram valorizações de, respectivamente, 1,58% e 1,99%. Já as ações do Banco do Brasil sobem 2,19%.
Já as ações da Vale caem forte, repercutindo a queda de 6% no minério de ferro no mercado chinês, principal consumidor dessa matéria prima. Os papéis preferenciais da mineradora caem 1,44% e os ordinários recuam 1,23%. Pela manhã, o recuo era mais intenso.
Os investidores repercutem ainda a aprovação pelo Senado, ontem à noite, da proposta de emenda constitucional (PEC) que fixa um teto para os gastos públicos por 20 anos, além dos números do PIB para o terceiro trimestre - a economia brasileira recuou 0,8%, informou o IBGE. Apesar da retração do PIB, a expectativa é que o avanço das reformas garanta o crescimento do país nos próximos trimestres.
"Uma possível retomada deve ser mais reforçada a partir do segundo semestre de 2017, desde que a política de juros se mantenha em sintonia com os avanços do ajuste fiscal", afirmou Julio Hegedus Netto.
No exterior, os principais índices do mercado acionário também operam em alta. Em Nova Iorque, o Dow Jones sobe 0,36% e o S&P 500 tem variação positiva de 0,16%. Já na Europa, o DAX, de Frankfurt, registra alta de 0,19% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, sobe 0,59%. FTSE 100, de Londres, avança 0,17%.
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