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Porto Alegre, terça-feira, 29 de novembro de 2016. Atualizado às 13h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

29/11/2016 - 10h00min. Alterada em 29/11 às 11h31min

Desemprego fica em 11,8% até outubro e ultrapassa 12 milhões de pessoas no País

Filas de desempregados marcam mutirão de oferta de vagas em Porto Alegre

Filas de desempregados marcam mutirão de oferta de vagas em Porto Alegre


MARCELO G. RIBEIRO/JC
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no trimestre encerrado em outubro de 2016, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta terça-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,9%. No trimestre encerrado em setembro deste ano, o resultado ficou em 11,8%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.025,00 no trimestre até outubro de 2016. O resultado representa queda de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 177,7 bilhões no trimestre até outubro, queda de 3,2% ante igual período do ano anterior.
Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.
O total de desocupados alcançou o nível recorde de 12,042 milhões de pessoas, 20 mil a mais do que no trimestre encerrado em setembro. A série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) começou em 2012. São 2,971 milhões de desempregados a mais que um ano antes, alta de 32,7%. O total de ocupados caiu 2,6% em um ano, o equivalente ao fechamento de 2,402 milhões de postos de trabalho.
A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 1,462 milhão de brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 2,3% no trimestre encerrado em outubro ante o mesmo período de 2015.
Como consequência, a taxa de desemprego manteve-se no patamar recorde de 11,8% no trimestre até outubro, mesmo resultado registrado nos trimestres encerrados em agosto e setembro.

Perda de 1,2 milhão de carteiras assinadas

O País perdeu 1,323 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 3,7% no trimestre encerrado em outubro ante o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da Pnad Contínua.
Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 1,6%, com 165 mil empregados a mais. O total de empregadores aumentou 2,1% ante o trimestre encerrado em outubro de 2015, com 85 mil pessoas a mais.
O trabalho por conta própria encolheu 3,2% no período, com 725 mil pessoas a menos nessa condição. Houve redução ainda de 10 mil vagas na condição do trabalhador doméstico, 0,2% de ocupados a menos nessa função. A condição de trabalhador familiar auxiliar também encolheu, 18,8%, com 478 mil ocupados a menos. 
Em meio à crise na produção, a indústria permanece eliminando empregados no País. A atividade cortou 1,157 milhão de trabalhadores no período de um ano.
O total de ocupados na indústria recuou 9,1% no trimestre encerrado em outubro ante o mesmo período do ano anterior. "Frente ao segundo ano da crise, a indústria ainda encolheu 1,157 milhão de vagas", ressaltou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
A construção demitiu 501 mil postos de trabalho em outubro ante um ano antes, enquanto o comércio dispensou 454 mil empregados. "Justamente o comércio, que poderia estar se preparando para a Black Friday ou para o final do ano", lembrou Azeredo.
Outras atividades que cortaram vagas foram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-478 mil empregados), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-585 mil ocupados) e serviços domésticos (-4 mil empregados).
Houve aumento no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+326 mil empregados), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+236 vagas), outros serviços (+136 mil pessoas) e transporte, armazenagem e correio (+83 mil ocupados).
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Comentários
maria 29/11/2016 13h44min
este golpe está custando o sangue do trabalhador brasileiro...viva o Golpe, os coxinhas e as mídias irresponsáveis e interesseiras