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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de novembro de 2016. Atualizado às 16h18.

Jornal do Comércio

Economia

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Juros

Alterada em 24/11 às 17h20min

Juros de longo prazo fecham em ligeira alta, com dólar e cautela com política

Os juros futuros de longo prazo fecharam esta quinta-feira (24), com ligeiro viés de alta. O avanço refletiu a valorização do dólar à vista ante o real e a cautela de parte dos investidores com riscos políticos ao andamento do ajuste fiscal do governo Temer, após uma manobra ter permitido adesão de parentes de políticos ao novo programa de repatriação de recursos ilegais mantidos no exterior e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ter dado sinais favoráveis à anistia ao caixa 2 de campanha.
Na Câmara, a votação do pacote de medidas contra a corrupção ficou para a semana que vem. A sessão também foi marcada pelo baixo volume de negócios, na ausência da referência dos Treasuries, com feriado nos Estados Unidos. As taxas curtas fecharam estáveis.
Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 indicava 13,638%, ante 13,645% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2018 tinha taxa de 12,14%, igual ao anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2019 apontava 11,67%, de 11,68%. A taxa projetada pelo DI para janeiro de 2021 estava em 11,88%, ante 11,83% no ajuste de quarta, e a do DI janeiro de 2023, em 12,03% (11,98% quarta).
No câmbio, o dólar à vista reduzia a alta para R$ 3,3906 (0,07%). Na última hora, a moeda norte-americana continuou a oscilar em alta, em meio à busca de investidores por proteção em antecipação ao fim de semana, já que na sexta-feira a sessão também deve ser de liquidez fraca com fechamento mais cedo dos mercados em Nova Iorque. Nesta quinta, nos EUA, é Dia de Ação de Graças. A falta da injeção de liquidez no mercado futuro pelo Banco Central, pelo segundo dia, também contribuiu para o avanço do dólar.
A cautela com a política, explicou um operador, deve-se a possíveis prejuízos à articulação de Temer com aumento de insatisfação popular no caso de aprovação da anistia ao caixa 2. "Há uma percepção no mercado de que, embora impopulares, tanto a PEC do Teto quanto à reforma da Previdência são consideradas necessárias por boa parte da população. A resistência vem de um segmento menor, mais vinculado a governos de esquerda. Mas a aprovação da anistia ao caixa 2 faria com que mais pessoas ficassem insatisfeitas e se envolvessem, por exemplo, em manifestações contrárias ao governo", avaliou.
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