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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de novembro de 2016. Atualizado às 07h48.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

23/11/2016 - 08h48min. Alterada em 23/11 às 08h49min

IPC-S fica em 0,24% na 3ª quadrissemana de novembro ante 0,35% na anterior

Queda nos preços de hortaliças e legumes ajudou a desacelerar inflação

Queda nos preços de hortaliças e legumes ajudou a desacelerar inflação


/JONATHAN HECKLER/JC
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 0,24% na terceira quadrissemana de novembro, informou nesta quarta-feira (23), a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,11 ponto porcentual abaixo do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador apresentou variação de 0,35%.
Das oito classes de despesas analisadas, sete apresentaram decréscimo em suas taxas de variação nesta apuração: Alimentação (0,03% para -0,13%), Transportes (0,71% para 0,50%), Habitação (0,32% para 0,25%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,58% para 0,53%), Vestuário (0,40% para 0,16%), Comunicação (0,56% para 0,29%) e Despesas Diversas (0,17% para 0,16%).
Em contrapartida, o único grupo que registrou acréscimo foi Educação, Leitura e Recreação, que passou de 0,33% para 0,50%.

Grupo Alimentação contribuiu mais para desaceleração do IPC-S na 3ª prévia do mês

O grupo Alimentação, que recuou de 0,03% na segunda quadrissemana de novembro para a deflação de 0,13% na terceira leitura do mês, foi o que mais contribuiu para o resultado do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Nessa classe de despesas, a FGV destacou o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 0,32% para -3,63%. O indicador geral caiu 0,11 ponto porcentual, de 0,35% para 0,24% entre os dois períodos.
Dentre as outras classes de despesas que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV destacou o comportamento dos itens automóvel novo (0,54% para 0,08%), em Transportes; taxa de água e esgoto residencial (0,83% para 0,43%), no grupo Habitação; artigos de higiene e cuidado pessoal (0,69% para 0,28%), no segmento Saúde e Cuidados Pessoais; roupas (0,51% para 0,29%), em Vestuário, tarifa de telefone móvel (1,03% para 0,55%), no grupo Comunicação, e alimentos para animais domésticos (2,81% para 2,45%), em Despesas Diversas.
De forma isolada, os itens com as maiores influências de baixa foram leite tipo longa vida (a despeito de a deflação ter diminuído de -11,62% para -9,15%), tomate (-6,73% para -16,17%), feijão carioca (-13,36% para -14,95%), mamão papaia (apesar de a taxa ter subido de -13,80% para -8,99%) e tarifa de ônibus urbano (que manteve a variação de -0,28%).
Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram etanol (mesmo com a desinflação de 5,18% para 4,64%), plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 1,03%), refeições em bares e restaurantes (apesar de a taxa ter desacelerado de 0,56% para 0,46%), gasolina (a despeito de a inflação ter diminuído de 1,50% para 1,04%) e tarifa de eletricidade residencial (0,70% para 0,74%).
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