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Porto Alegre, terça-feira, 22 de novembro de 2016. Atualizado às 19h13.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 22/11 às 20h18min

Bolsas de Nova Iorque têm recorde de alta pelo segundo dia consecutivo

As bolsas de Nova Iorque fecharam nesta terça-feira (22), pelo segundo dia seguido em recorde de alta, impulsionadas pela melhora do petróleo no final da sessão, enquanto os investidores digeriram dados positivos de habitação nos EUA, além da agenda política de Donald Trump seguir no radar.
O Dow Jones terminou em alta de 0,35%, aos 19.023,87 pontos; o Nasdaq avançou 0,33%, aos 5.386,35 pontos; e o S&P ganhou 0,22%, aos 2.202,94 pontos. O Dow Jones ultrapassou os 19 mil pontos pela primeira vez durante a sessão desta terça. Da mesma forma, o S&P 500 ficou acima dos 2.200 pontos, também pela primeira vez, impulsionado pela alta de 2% do setor de telecomunicações.
O bom humor continua a ser reflexo das expectativas do mercado com os investimentos e planos de Trump para a economia dos EUA no ano que vem. Um dos pontos que mais têm alegrado o mercado é a expectativa de aumento de gastos em infraestrutura. De acordo com analistas, o que tem ocorrido no mercado acionário americano é uma mudança de setores. Logo após a vitória de Trump, os segmentos bancário e de construção se beneficiaram e agora chegou a vez dos demais setores, como o de telecomunicações, por exemplo.
Contribuiu também para os ganhos indicadores positivos nos EUA, principalmente o de habitação. As vendas de moradias usadas subiram 2,0% em outubro, na comparação com setembro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 5,60 milhões, maior nível desde fevereiro de 2007, informou a Associação Nacional de Corretores de Imóveis. O resultado contrariou a previsão dos economistas, que estimavam queda de 0,4%. Além disso, o índice de atividade manufatureira regional do Fed de Richmond subiu para 4 em novembro, de -4 em outubro.
Os índices receberam um impulso na última hora de negociação ajudado pelo petróleo. A matéria-prima passou por uma série de altos e baixos em meio a informações, ora positivas ora negativas, sobre a reunião técnica da Opep, que ocorre antes do encontro oficial em 30 de novembro. Mas, no final do pregão, o Comitê do cartel disse que a reunião técnica terminou com sucesso, o que fez o petróleo subir mais de 1%, mas logo ficou sem definição única, uma vez que a Líbia e a Nigéria não deverão participar do acordo, segundo fontes, ao passo que as incertezas em relação ao Irã e o Iraque ainda permanecem. O acordo tem como intuito cortar a produção dos países para elevar os preços da commodity. Ainda assim, as ações da Chevron e da ExxonMobil subiram 0,40% e 0,24%, respectivamente.
Na contramão do otimismo, as ações de empresas de saúde declinaram, uma vez que os investidores que apostam neste setor dizem que a euforia inicial sobre regulamentos mais flexíveis no setor foi exagerada. Os papéis da Medtronic recuaram 8,70% depois que a fabricante de dispositivos médicos registrou receita abaixo da previsão.
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