Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 20 de novembro de 2016. Atualizado às 21h43.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Trabalho

Notícia da edição impressa de 21/11/2016. Alterada em 20/11 às 22h01min

Décimo terceiro injetará R$ 12,7 bilhões no Estado

AGV aposta no crescimento das vendas com o ingresso dos recursos

AGV aposta no crescimento das vendas com o ingresso dos recursos


LUCIANO LANES/ARQUIVO/JC
Carolina Hickmann
A economia de 2016 trouxe desafios ao empresariado. Honrar o compromisso do 13º é mais um deles. No Brasil serão injetados R$ 132,5 bilhões na economia. O Rio Grande do Sul detém 6,5% deste valor, com R$ 12,7 bilhões. Mais de 5,7 milhões de gaúchos usufruem do benefício. A Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV) tem perspectivas favoráveis para o desempenho da renda extra nas compras de Natal, enquanto a Fundação de Economia e Estatística (FEE) trata do assunto com cautela.
Pesquisa realizada pela AGV aponta que 68,2% dos empresários vão efetuar o pagamento na data limite, enquanto 20% dos lojistas esperam juntar os recursos necessários através das compras de final de ano. "O lojista que não pagou a primeira parcela foi por falta de caixa", explica o presidente da AGV, Vilson Noer. Ele comemora que a maioria irá pagar dentro dos prazos estabelecidos por lei, nos quais a primeira parcela deve ser disposta até o último dia de novembro, enquanto a segunda deve ser paga até o dia 20 de dezembro.
Noer alerta que a busca por empréstimos para quitar a folha de final de ano não é a melhor opção. Ele acredita que uma melhora nas vendas relacionadas ao Natal irá favorecer o varejo. "Isso retorna como benefício para o lojista", afirma, ao sugerir que o empresário pode tirar proveito deste crescimento para reorganizar as finanças e cumprir os prazos.
Por outro lado, a FEE alerta que o endividamento familiar no País pode fazer com que este ciclo de retorno do 13º ao varejo não se complete. Para o economista ligado à instituição, Bruno Paim, não haverá um aumento de gastos significativo. "É provável que parte dos consumidores utilizem o 13º para quitar suas dívidas", explica. Além disso, para ele, a falta de perspectiva de melhora na economia gaúcha no próximo ano trava possíveis investimentos.
Dados do Dieese revelam que o total de pessoas que receberão o 13º no Rio Grande do Sul este ano é 1% superior ao registrado em 2015. Parcela significativa deste número diz respeito a aposentados e pensionistas do INSS, com crescimento de 2,9% em relação ao ano anterior. Cerca de 74 mil pessoas passaram a receber o benefício. Os empregados formalizados receberão 64,7% do valor total, ou R$ 8,2 bilhões, enquanto os beneficiários terão 35,3%, o que representa R$ 4,5 bilhões.
O número de trabalhadores do mercado formal diminuiu. Este ano registrou o fechamento de 26.950 postos de trabalho, redução de 0,9% em relação ao ano passado. Há um crescimento de oito mil trabalhadores do segmento doméstico, que não é contabilizado no cálculo dos valores totais do 13º, aumento de 6,5% frente a 2015. Estes ficarão com 1,2% do valor injetado na economia ou R$ 150,4 milhões. O rendimento médio do Estado é de R$ 2.016,89.

Momento é propício para organização financeira

Cinco em cada 10 trabalhadores do País devem utilizar parte de seu 13º salário para compras de Natal, segundo projeção do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Outra parcela, correspondente a um trabalhador em 10, pretende gastar todo o valor recebido com presentes, manobra desaconselhada pela educadora financeira da DSOP, Cintia Senna.
Para Cintia este é o momento de organizar as finanças. O ideal seria a utilização de parte deste montante para um objetivo ou pensar nas contas de início de ano. Porém, ela alerta que uma parcela pequena da população pensa desta maneira e ainda precisa criar o hábito de economizar e acaba sem saber onde depositar o valor. "Quando a pessoa não tem o hábito de reter recursos o mais importante não é onde se coloca, mas não mexer", alerta Cintia.
O método de guardar dinheiro embaixo do colchão já serve para os desorganizados. Para aqueles que estão mais avançados em suas economias, Cintia explica que o objetivo determinará a melhor aplicação. "Se é algo a curto prazo, podemos utilizar a poupança. Questões mais longas trazem outras opções, como tesouro direto e CDI", propõe. Aos endividados a educadora financeira explica que estancar dívidas possíveis e tentar a renegociação daquelas que tem bens em garantia é o indicado.
Empresários também foram afetados pelo ano atípico. De acordo com o economista da FEE, Bruno Paim, os micro e pequenos empresários foram os mais atingidos. Pagar os benefícios de final de ano passou a ser um desafio. Cintia aconselha que haja um planejamento mensal, para evitar a tomada de empréstimos para quitar a folha.
Uma radiografia financeira da empresa é necessária. "Temos o orçado visualizado. Mantenho esse compromisso independentemente se houver venda", comenta Cintia. Ela alerta para manter férias e 13º de empregados nessas despesas para que não haja complicações no final de ano. "Tenho que ter um giro de caixa que não dependa desses meus compromissos fixos", conclui.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia