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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de novembro de 2016. Atualizado às 18h15.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 17/11 às 19h17min

Bovespa cai 1,63% com incertezas nos cenários interno e externo

A Bovespa teve um dia marcado pela instabilidade, alternando altas e baixas ao longo de todo o pregão. O reforço nas apostas de aumento de juros nos Estados Unidos a partir do discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, teve pouca influência no mercado de renda variável. Por outro lado, as incertezas envolvendo o futuro dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump continuaram a permear os negócios.
O cenário político interno passou a gerar maior preocupação com a prisão de Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, acusado de liderar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Especulações com desdobramentos da crise fluminense teriam contribuído para a intensificação das ordens de venda verificada na última hora de negociação, segundo apontaram alguns operadores. Com isso, o Ibovespa acabou por fechar em queda de 1,63%, aos 59.770,47 pontos.
O Ibovespa chegou a subir 1,21% mais cedo, antes das declarações de Janet Yellen. Da fala da presidente do BC norte-americano, a leitura foi de que há fundamentos para justificar uma elevação de juros nos EUA. A sinalização favoreceu a alta dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano, mas teve efeito limitado nas bolsas americanas, que andaram "de lado" durante todo o dia.
"O mercado de ações segue apreensivo com a mudança ruim no cenário (eleição de Trump), o que enxugou parte da liquidez na renda variável. Os mercados até já precificaram, mas ainda não entenderam o que essa mudança vai significar", afirmou Fernando Góes, analista da Clear Corretora. Segundo ele, dos temas abordados por Yellen, um dos maiores destaques foi a garantia de que ela continuará no cargo.
Durante o período da tarde, o Ibovespa oscilou essencialmente em torno da estabilidade, acompanhando as bolsas americanas. Uma piora causada principalmente por "blue chips" sensíveis a risco político acabou por gerar uma queda generalizada na última hora de negócios, com a Bolsa se descolando do mercado norte-americano. As ações do Banco do Brasil, por exemplo, vinham operando em alta, mas inverteram a tendência e fecharam com perda forte, de 1,85%. Os papéis da Petrobras também mergulharam no movimento vendedor e terminaram o dia com baixas de 2,89% (ON) e de 3,05% (PN).
Apesar da queda expressiva, o volume de negócios na Bolsa totalizou R$ 8,04 bilhões, o mais baixo desde a eleição de Trump, que gerou um movimento de migração de recursos de países emergentes. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a acumular queda de 7,94% em novembro e alta de 37,88% em 2016.
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