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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de novembro de 2016. Atualizado às 18h50.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 16/11 às 19h50min

Dólar acelera ganhos com perspectiva de impulso na inflação e alta de juro

O dólar tocou uma máxima em 13 anos nesta quarta-feira (16), impulsionado pelo aumento da possibilidade de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) em dezembro, assim como no próximo ano, e pelas expectativas de aumento de gastos públicos sob a administração do presidente eleito nos EUA, Donald Trump, o que deverá acelerar a inflação.
O dólar index, que mede a moeda dos EUA contra outras seis moedas fortes, subiu para 100,57, o maior nível desde abril de 2003. No final da tarde em Nova York, o euro caía para US$ 1,0681, de US$ 1,0727 no final da tarde de terça-feira, 15, no seu menor nível desde dezembro de 2015.
Com os republicanos no controle da Câmara e do Senado, alguns investidores acreditam que Trump terá um período mais fácil para colocar em prática suas políticas que estimulariam a economia dos EUA e impulsionariam ainda mais o dólar.
Desde sua eleição, a avaliação do mercado de que a inflação deverá acelerar em seu governo tem mexido com o dólar. Isso porque suas promessas de aumentar os gastos públicos, principalmente com infraestrutura, poderão fazer com que o Fed acelere seus planos de normalização monetária. Comentários recentes de dirigentes da instituição reforçaram esta percepção.
O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse nesta quarta que tende a apoiar uma elevação de juros em dezembro. Segundo ele, a perspectiva de curto prazo para a política monetária não mudou com a notícia de que Trump será presidente dos EUA. Para Bullard, que vota nas decisões do Fed, ainda levará um tempo até que os efeitos econômicos de um governo Trump fiquem claros. Na terça-feira, Robert Kaplan, do Fed e Dallas, voltou a dizer que está confortável com a remoção de acomodações no futuro.
Entre os investidores, a aposta de alta de juros na reunião do próximo mês do Fed já ultrapassa 90%, segundo cálculo do CME Group, feito com base nos futuros dos Fed funds
"Agora que temos uma nova administração a caminho, o rali do dólar recebeu uma nova dose de combustível", disse Joe Manimbo, analista da Western Union.
Nos países emergentes, a alta do dólar foi provocada pela queda dos juros dos Treasuries, à medida que os investidores transferem o dinheiro das moedas comparativamente arriscadas dos países em desenvolvimento para os Treasuries. As moedas dos mercados emergentes também foram prejudicadas pelos temores de que as políticas protecionistas apoiadas por Trump poderiam penalizar as economias dos países que exportam pesadamente para os Estados Unidos.
O dólar australiano caiu para US$ 0,7476, de US$ 0,7562 no final da tarde de terça. O dólar subiu para 64,790 rublos, de 64,465 de terça. A moeda americana também avançou para 14,3670 rands sul-africanos, de 14,1917.
O recente rali do dólar está reanimando os medos sobre os efeitos laterais negativos da moeda forte. "Um salto no dólar aumenta os riscos para a economia global", avalia Jonathan Lewis, analista da Fiera Capital. "Isso faz com que seja mais difícil para que os países emergentes paguem dívidas denominadas em dólares e países cujas moedas estejam atreladas ao dólar também estarão em apuros", acrescentou.
O yuan, que muitas vezes é pressionado por um dólar alto, caiu para o menor nível em 8 anos esta semana. "Este tem sido um prenúncio de notícias ruins para os mercados", disse Lewis.
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