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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de novembro de 2016. Atualizado às 16h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Alterada em 16/11 às 17h14min

Juros futuros caem com atuações do Tesouro, do BC e alívio em Treasuries

Os juros futuros tiveram um dia de alívio na volta do feriado da Proclamação da República. As taxas mostraram queda desde a abertura, assegurada, principalmente, pelas atuações do Tesouro Nacional e do Banco Central (BC) nos mercados de títulos públicos e de câmbio, respectivamente. Os prazos mais longos, justamente os que mais haviam subido desde a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA, foram os que mais caíram hoje, favorecidos ainda pelo comportamento mais tranquilo do retorno da T-Note de dez anos.
No final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 encerrou com taxa de 12,41%, de 12,54% no ajuste de segunda-feira. O DI janeiro de 2019 tinha taxa de 11,99%, ante 12,23% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 caiu de 12,42% para 12,09%. O DI janeiro de 2023 terminou em 12,19%, de 12,53%.
Os juros já começaram o dia em expressiva queda, reagindo aos anúncios do Tesouro e BC feitos na segunda-feira após o fechamento dos negócios. O Tesouro informou que faria operações especiais de recompra de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) com prazos entre 2021 e 2027 hoje, amanhã e sexta-feira, ao mesmo tempo em que cancelou as ofertas de venda de NTN-F e também de Letras do Tesouro Nacional (LTN) programadas para amanhã.
Na operação de desta quarta-feira, o Tesouro recomprou um total de 445.300 NTN-F em quatro vencimentos, com volume financeiro somou R$ 422,4 milhões. Já o Banco Central fez hoje, além de leilão de swap cambial para rolagem, com 20.000 contratos, um leilão de 10.000 contratos de swap novos. O valor das operações foi o equivalente a US$ 1 bilhão. As atuações do Tesouro e BC funcionam como um porto seguro para o mercado em momentos de estresse, como visto na segunda-feira, quando o dólar encostou em R$ 3,45, para reduzir o nível de volatilidade.
À tarde, as taxas ampliaram a queda e atingiram as mínimas, em linha com a inversão da alta do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano. Perto das 16h, a taxa da T-Note de dez anos projetava 2,226%, de 2,240% no final da tarde de ontem.
Após a pressão de alta dos DIs na última sessão ter embutido na curva a termo a possibilidade de manutenção da Selic, de 14,00%, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de novembro, hoje as taxas de curto prazo recuaram e as apostas de corte de 0,25 ponto porcentual voltaram a encostar em 100%. Hoje, em entrevista à imprensa estrangeira, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que, mesmo com a rápida mudança no cenário econômico dos últimos dias, a mensagem da mais recente ata do Copom continua válida.
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