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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de novembro de 2016. Atualizado às 15h08.

Jornal do Comércio

Economia

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Bancos

Alterada em 11/11 às 16h08min

HSBC deve agregar resultado só em 2017, diz executivo do Bradesco

HSBC agregou ao Bradesco 851 agências  e 5,4 milhões de clientes

HSBC agregou ao Bradesco 851 agências e 5,4 milhões de clientes


AFP/Arquivo/JC
O Bradesco espera que o HSBC contribua de maneira mais relevante para o resultado do banco somente em 2017, afirmou o diretor gerente e de Relações com Investidores da instituição, Luiz Carlos Angelotti. "O efeito da integração do HSBC neste ano ainda não é relevante para o período, mas esperamos que ele possa agregar mais fortemente em 2017", disse, em teleconferência com analistas e investidores, na manhã desta sexta-feira (11).
Angelotti explicou que a revisão de guidances que o Bradesco anunciou se deu porque uma vez que o HSBC foi integrado, as projeções anteriormente divulgadas não eram mais sustentáveis. Lembrou, contudo, que o banco vinha alcançando as estimativas prometidas até então.
Para despesas operacionais, o Bradesco mira, conforme ele, o centro do novo guidance. As despesas operacionais do banco podem reduzir 2% e, na pior das hipóteses, aumentar 2% neste ano ante 2015, no conceito pro forma. Se considerados os números do HSBC somente a partir da segunda metade deste exercício, esses gastos devem aumentar de 12% a 16%. Antes, o banco projetava aumento de 4% a 8% para as despesas operacionais.
O Bradesco mantém a expectativa de retorno de 10% para o HSBC, conforme Angelotti. Ele disse, porém, que com as sinergias entre os dois bancos é possível que a rentabilidade do banco inglês galgue o mesmo patamar do Bradesco. "Mas isso deve acontecer no longo prazo", explicou ele, destacando que o banco segue focado em "forte" controle de custos após o HSBC.
O HSBC agregou ao Bradesco 851 agências, R$ 135 bilhões em créditos, carteiras, títulos e valores mobiliários e ativos e 5,4 milhões de clientes.
O Bradesco reitera que vislumbra sinergias operacionais com o HSBC ao redor dos 30%, de acordo com Angelotti. Destacou ainda que há muita oportunidade de aumentar a colocação de produtos e serviços junto aos clientes egressos do HSBC, principalmente nas áreas de cartões, seguros e consórcios.
"Temos o dobro da colocação de produtos em cartões e em seguros que o HSBC. Vamos buscar sinergias com o banco para agregar em termos de retorno via uma maior colocação de produtos, maior oferta de serviços e forte controle de custos, eficiência e investimento em tecnologia", salientou Angelotti.
Do lado das despesas, o executivo disse que os reflexos da integração do HSBC se darão de forma mais rápida, possivelmente, no quarto trimestre. Entretanto, benefícios da consolidação do banco inglês devem ser mais relevantes somente em 2017.
Angelotti também afirmou que o custo de captação do HSBC deve melhorar ao ser integrado ao Bradesco. Isso porque conforme as operações forem vencendo, explicou, serão renovadas já considerando o custo médio do Bradesco, que é menor. "O custo médio de captação do Bradesco em relação ao do HSBC é bem mais baixo", destacou o executivo.

Para executivo do Bradesco, queda das ações do banco foi exagerada

O diretor gerente e de Relações com Investidores do Bradesco afirmou que a queda das ações da instituição no pregão de quinta-feira foi "exagerada" e a instituição não vê razões para tamanha baixa. Entre os bancos, foi o destaque negativo. As ações preferenciais do Bradesco caíram 8,92% na quinta e as ordinárias recuaram 6,25%.
"A queda das nossas ações foi exagerada. Acho que não demos sorte e pegamos o mercado de mau humor. Não vemos razão para tamanha queda e esperamos que o valor das ações se ajuste à medida que o mercado faça uma melhor análise dos nossos números", disse Angelotti, acrescentando que o banco foi até "conservador" e que o lucro do terceiro trimestre poderia ter sido maior, mas preferiu fazer os ajustes anunciados.
O Bradesco anunciou lucro líquido contábil de R$ 3,236 bilhões no terceiro trimestre, cifra 21,5% menor do que a registrada um ano antes, de R$ 4,120 bilhões. Dentre os impactos no período, havia R$ 716 milhões em provisões para devedores duvidosos excedentes por conta de agravamento de rating e arrasto das carteiras do HSBC Brasil.
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