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Porto Alegre, sexta-feira, 11 de novembro de 2016. Atualizado às 10h28.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

Alterada em 11/11 às 11h32min

Indústria da Alemanha vê risco de mais protecionismo após vitória de Trump

A federação de engenharia VDMA, uma associação de companhias do setor industrial da Alemanha, advertiu nesta sexta-feira para o risco de mais protecionismo e barreiras comerciais no mundo, mostrando-se preocupada com a vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos. "O nacionalismo e o protecionismo são o caminho errado. A história várias vezes já nos ensinou isso", disse o presidente da entidade, Reinhold Festge, em reunião dos membros da federação em Berlim.
"O sr. Trump prejudica primeiro de tudo seu próprio país. Mas se a maior potência econômica mundial busca um caminho protecionista, então isso será sentido no mundo", comentou Festge. "Nós podemos apenas esperar que ele não deixe as palavras se seguirem a ações correspondentes e em vez disso tenha bom senso."
Durante a campanha eleitoral, Trump ameaçou tirar os EUA da Organização Mundial de Comércio (OMC) e mostrou uma visão protecionista da política comercial. Ele quer rever o Nafta com México e Canadá e também ameaça desistir da parceria comercial entre os países do Pacífico (TPP, na sigla em inglês).
As companhias alemãs esperavam que a União Europeia e os EUA fechem um acordo de livre-comércio, o que facilitaria as exportações do país. O futuro dessas negociações, porém, agora é mais incerto.
O grupo VDMA, que representa mais de 1 milhão de empregadores no setor industrial alemão, reiterou suas previsões de crescimento de 1% na produção para o setor em 2017, em termos ajustados para a inflação. A previsão da VDMA deve permanecer estável neste ano, diz a entidade.
As companhias de engenharia alemã lutam para elevar os níveis de produção, diante da demanda global fraca, especialmente da China, e do baixo investimento doméstico, segundo a VDMA. 
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