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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de novembro de 2016. Atualizado às 11h29.

Jornal do Comércio

Economia

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petroquímica

Alterada em 10/11 às 12h32min

Lucro líquido da Braskem tem queda de 45% no terceiro trimestre de 2016

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o lucro líquido subiu 198%

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o lucro líquido subiu 198%


BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
A Braskem atingiu lucro líquido consolidado no terceiro trimestre deste ano de R$ 818 milhões, com queda de 45% na comparação com igual período do ano passado. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, subiu 198%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 3 bilhões, com recuo de 1% na comparação anual e estável ante o segundo trimestre deste ano.
Os principais fatores que levaram a esse desempenho foram o maior volume de vendas de resinas no mercado brasileiro; melhores spreads de resinas no mercado internacional e o aumento do resultado do complexo do México, de acordo com o informe de resultados apresentado nesta manhã. Esses fatores compensaram parcialmente a apreciação média do real entre os períodos, diz a petroquímica.
A margem Ebitda ficou em 24,7%, acima dos 23,1% registrados no terceiro trimestre de 2015 e abaixo dos 25,1% apurados no segundo trimestre deste ano. A receita líquida de vendas consolidada somou R$ 12,162 bilhões no intervalo de julho a setembro, com declínio de 8% na comparação com o terceiro trimestre de 2015 e alta de 2% na relação com os três meses imediatamente anteriores.
A Braskem informou que escritórios de advocacia contratados no âmbito das investigações internas relativas à Operação Lava Jato identificaram pagamentos a título de serviços de terceiros, sem a comprovação da efetiva contraprestação. Apesar de tais pagamentos ainda serem objeto de investigação, a empresa já reconheceu erros na apuração de tributos de exercícios anteriores e registrou uma contingência fiscal no valor de aproximadamente R$ 285 milhões.
Desse total, R$ 167 milhões se referem a tributos recolhidos a menor nos últimos cinco anos, R$ 88 milhões a multa e correção monetária (variação da Selic) e R$ 30 milhões atribuídos "à redução de IR/CSL diferidos sobre prejuízos fiscais e base negativa de CSL."
Com exceção desses ajustes fiscais, a empresa diz que não consegue mensurar neste momento a extensão dos demais impactos financeiros e não financeiros que a confirmação das alegações e denúncias de irregularidades, eventuais investigações paralelas ou a celebração de acordo com as autoridades competentes podem acarretar. Tampouco consegue mensurar os recursos que seriam necessários para remediar tais ocorrências, diz o release de resultados.
"Também não se pode prever ou mensurar os impactos de eventuais medidas que as autoridades competentes no Brasil e exterior podem tomar, mas as possibilidades incluem a imposição de multas e indenizações a terceiros, a propositura de ações judiciais contra a companhia, bem como a nomeação de um monitor independente para supervisionar o cumprimento pela Companhia dos termos do acordo".
Em março de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato, foram tornadas públicas alegações de réus em procedimentos de natureza penal, segundo as quais a Braskem estaria envolvida em pagamentos indevidos no contexto de contratos de matéria-prima celebrados com a Petrobras. Desde então, a companhia afirma que tem cooperado com as autoridades, inclusive no que se refere a solicitações formais feitas pela SEC (subpoena), nos Estados Unidos, em fevereiro e julho de 2016, bem como pela Controladoria Geral da União em julho último.
A companhia diz que após tomar conhecimento de novas denúncias de irregularidades que estão sendo objeto de apuração pelos escritórios especializados contratados, em regime de cooperação com as autoridades competentes, decidiu iniciar tratativas com o DoJ, SEC e autoridades no Brasil.
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