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Porto Alegre, terça-feira, 08 de novembro de 2016. Atualizado às 14h07.

Jornal do Comércio

Economia

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VAREJO

Alterada em 08/11 às 15h11min

Abras espera crescimento real de vendas entre 1% e 1,2% em 2016 e 1,5% em 2017

O setor de supermercados espera um crescimento real de vendas entre 1% e 1,2% em 2016 na comparação com o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Já para 2017, a entidade projeta um aumento de 1,5% nas vendas reais, conforme o presidente da entidade, Fernando Yamada.
O resultado para 2016 é a segunda revisão para cima das estimativas da entidade. A Abras havia projetado inicialmente alta de 0,4% e, mais tarde, de 0,7%.
Apesar de a projeção ter melhorado, o resultado estimado para o próximo ano considera uma manutenção do crescimento já registrado pelo setor nos nove meses do ano até setembro. Entre janeiro e setembro deste ano, o crescimento real é de 1,2% na comparação com os mesmos meses de 2015. "Não estamos sentindo que, para novembro e dezembro, as redes esperam um resultado crescente", afirmou Yamada.
A pesquisa da entidade para o desempenho de vendas no Natal e réveillon indica aumento de 0,67% ante o mesmo período do ano passado e as expectativas dos supermercadistas para contratação de funcionários temporários são mais fracas do que no ano passado.
Neste ano, de acordo com a Abras, os empresários estão mais cautelosos com relação às encomendas para o final do ano. Segundo a entidade, 56% dos supermercadistas preveem estabilidade nos pedidos ante o ano passado enquanto apenas 16% projetam comprar mais.
Já para 2017, a Abras adota um tom mais otimista. Para o vice-presidente da entidade, João Sanzovo Neto, os números de confiança dos consumidores "começam a indicar um ano melhor".
Durante convenção da Abras em Atibaia, em São Paulo, especialistas do setor consideraram, porém, que elementos como o desemprego ainda são pontos de atenção para 2017. Já a inflação, se ficar dentro da meta no próximo ano, pode ser um vento favorável.
Para Marco Aurélio, gerente de relacionamento da GfK, a perspectiva é de que a inflação medida pelo IPCA se mantenha entre 4,5% e 5% no ano que vem, desde que o cenário político não apresente maior instabilidade. Ele lembrou que o risco para essa hipótese seria que novas delações envolvendo políticos do governo na operação Lava Jato, da Polícia Federal, desestabilizassem a atual gestão.
Já Lenita Mattar, gerente da Nielsen, avaliou que o volume de produtos vendidos nos supermercados ainda deve continuar sendo afetado pelas perspectivas em relação à taxa de desemprego. "Não tem ainda um cenário positivo para emprego e vemos que o consumidor espera o ambiente melhorar para retomar o consumo", concluiu.
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