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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de novembro de 2016. Atualizado às 22h59.

Jornal do Comércio

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 17/11/2016. Alterada em 16/11 às 21h44min

Ano Santo da Misericórdia

O Ano Santo da Misericórdia foi instituído pelo Papa Francisco e teve início em 8 de dezembro de 2015, com conclusão marcada para o dia 20 de novembro de 2016. O objetivo da inciativa "é contemplar o mistério da misericórdia".
Tal mistério é "fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado" (MV, 2). Além disso, temos certamente presente que "há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai" (MV, 3).
Ao longo de 2016, a comunidade de fé, em diferentes momentos, foi convidada a refletir sobre um aspecto fundamental da tradição da fé cristã, ou seja, que "é próprio de Deus usar de misericórdia e, nisto, se manifesta de modo especial a sua onipotência" (S. Tomás). São muitas as expressões de misericórdia no território da Arquidiocese de Porto Alegre. Exemplo disso são as entidades filantrópicas, as muitas ações sociais e as inúmeras pastorais sociais. Não se pode esquecer que essas inciativas só são possíveis pelo expressivo número de voluntários e benfeitores que colaboram para tornar o fardo de tantos menos pesado.
No entanto, as entidades que se dedicam à filantropia - que se empenham de forma simples e discreta, despojada e eficiente em fazer misericórdia, em cuidar da vida e promover a vida dos mais frágeis - encontram não poucas dificuldades e empecilhos. Para cada R$ 1,00 aplicado em filantropia, o Brasil ganha um pouco mais de R$ 5,00. As atividades de assistência social desenvolvidas pela sociedade civil custam um terço do valor daquilo que o poder público gastaria para desenvolver a mesma ação.
As entidades filantrópicas e de assistência social não buscam privilégios. Desejam somente poder fazer misericórdia. Por quê? Porque elas têm consciência de que "o ser humano é o bem mais precioso aos olhos de Deus. É grave que nos habituemos ao descarte do ser humano; é preciso preocupar-se quando se anestesia a consciência, já não fazendo caso do irmão que sofre ao nosso lado nem dos problemas sérios do mundo, que se reduzem a um refrão já ouvido nos sumários dos telejornais... Temos um sintoma de esclerose espiritual, quando o interesse se concentra nas coisas a produzir, em vez de ser nas pessoas a amar. Assim nasce a dramática contradição dos nossos tempos: quanto mais crescem o progresso e as possibilidades - e isto é bom - tanto maior é o número daqueles que não lhes podem chegar." (Papa Francisco).
Através do Ano Santo da Misericórdia estamos sendo recordados que homens e mulheres de qualquer religião devem ver em cada pobre a mensagem de Deus que se aproxima e se faz pobre para nos acompanhar na vida.
 
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